George Harrison – My Sweet Lord (tradução) – POR QUE O AMOR É O ÚNICO DESCONHECIDO DO SER HUMANO?

POR QUE O AMOR É O ÚNICO DESCONHECIDO DO SER HUMANO?

Meu Deus, a saudade dela me arromba o peito e a alma em minhas transgressões amorosas de romântico piegas, deslocado e perdido de amor no tempo, no espaço e no infinito de meu ser inútil a tudo. Meu Deus e agora? Passei a vida ignorando tudo isto, e agora sou vítima desse tudo isto! É como se ela fosse o Pássaro Negro fugindo de mim numa triste-ensolarada sexta-feira à tarde, em pleno Coqueiral, torrando-me de solidão quaisquer esperanças, inclusive, até aquelas que nutri pelo “Blackbird” dos Beatles!

E agora? Como explicar ao mundo e aos deuses que apesar desse tudo isto ainda estou muito feliz porque vivia feito uma massa amorfa sem vida nem sentimento. Aquilo lá era vida pra mim? Mas agora sinto esse tudo isto. E esse tudo isto apesar duma solidão incomensurável que me destroça a existência humana e a alma desparafusadas por meio de parafusos destarrachados e podres provam-me que morrendo de amores por ela é que eu escapo morto!

Posto ainda que esse tudo isto é o meu orgulho maior de amá-la acima de tudo, inclusive, é o meu amor de orgulho maior do que o mundo diante dele tão pequeno, pequeníssimo chegando até a ser mesquinho. A ponto agora de eu celebrar que sinto um estranho vigor e me acho até convencido de que Deus tá com inveja de mim! É mole ou quer mais? Chupa essa manga pobres mortais que nunca amaram, amam, nem amarão jamais! Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…

SONETO À MUSA COQUEIRAL

Se o luar prata de seus olhos penetrasse
O castanho romântico de minhas retinas
Veria em meu pulso o verde-esperança dá-se
À coragem Musa Coqueiral em serpentinas.

Se a lua em carnaval de seus olhos amasse
O castanho-flor mais felino do eu traquinas
Veria meu coração leão das colombinas
Beijar seu rosto lindo quando eu o tocasse.

Por isso caí logo em carnaval cúmplice
De minha própria traição tão amorosa,
Pois pensei denunciar um dia o seu olhar,

Rápido como um raio de feitiço tríplice,
Cerrando as portas da saudade duma Rosa,
Que se fez Musa Coqueiral só pra eu amar.

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