Que ninguem doma um coração de poeta!

16/11/2009 – Eu, Estranho Personagem

Resumo

O ensaio breve prova como no soneto “Vencedor” e no EU [1] há um poeta atormentado em sua própria euforia estética como se fosse um estranho Messias vindo à tona do inesperado e do inevitável pra reivindicar um novo Cosmos por meio duma nova poética. Daí surge o seu desejo imperioso e decidido à instauração de sua nova Roma fundada na vanguarda duma excêntrica civilização brasileira. Gente estranha essa permeando sua estética da originalidade que assombrará o mundo por meio dum novo estatuto às palavras feias, fedorentas,  esdrúxulas, vândalas e  iconoclastas de seu repertório indomável. E este por sua vez brotando em turbilhões do inesperado e imprevisível pra arrombar as portas intransponíveis do conteúdo e forma inúteis à poética do Cosmos de Augusto dos Anjos à luz da Engenharia da Informação com 10.064.090 milhões de registros e referências crítico-literárias em acessos só no Google pra Wikipédia, a enciclopédia livre na net.

A boca da botija: Que ninguem doma um coração de poeta! 

Um dos maiores biógrafos de Augusto dos Anjos é outro conterrâneo seu, o médico paraibano Humberto Nóbrega, trazendo á tona A poética carnavalizada de Augusto dos Anjos [2], uma das críticas mais relevantes às contribuições à investigação científica sobre o EU por meio de sua obra de longo fôlego [3], Augusto dos Anjos e sua época, publicada em 1962, pela editora da primeira Universidade Federal da Paraíba, na qual o biógrafo foi também Reitor.

Que ninguem doma um coração de poeta![4] é o último verso dum ensaio sobre o soneto “Vencedor” e o EU que constata um Augusto dos Anjos convicto em instaurar uma nova civilização brasileira. Gente estranha esta que assombrará o mundo por meio desse “Vandalismo” na estética de EU com seu novo estatuto à palavra feia e federonta arrombando as portas à nova poética do Cosmos. Assim, Augusto dos Anjos reivindica um novo Cosmos a Deus, pois está inconformado e quer salvar a humanidade, encarnando também um novo Cristo por acreditar piamente que ele não morreu, pois em carne, osso e sangue vive na Serra da Borborema, lá na Velha Paraíba onde nasceu.

A poética[5] da transgressão no EU de Augusto dos Anjos, assentada em bases sólidas do verossímil e da unidade clássica do filósofo Aristóteles, necessita de risco, fazer o que tem de ser feito, no seu projeto fracassado dum novo Cosmos. A poética EU ressuscita à vida duma nova Roma instaurada noutra nova civilização brasileira frente ao velho mundo.

Trata-se duma poética da transgressão que se dá à janela livre da globalização ao unir os povos numa só nação chamada Brasil, por estar à frente de seu tempo e na vanguarda cultural da unidade das nações também à luz da pluralidade[6] do Contra o Método, de Paul Feyerabend.

Nem é à toa que nesse ensaio breve A poética carnavalizada de augusto dos anjos[7] o presidente da Fucirla/SP, doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, prof. Montgômery Vasconcelos, venha provar como em todo o EU e no soneto “Vencedor” há um autor convicto em instaurar uma nova civilização brasileira que assombrará o mundo por meio dum novo estatuto à palavra feia e fedorenta como a cloaca que alimenta à hiena, animal desvairado que ainda assim sorrir. Palavra esdrúxula e excêntrica essa que arromba as portas da unidade clássica à literatura universal por meio de sua poética da pluralidade, da transgressão, ordinária e inclassificável. 

Vencedor

Toma as espadas rutilas, guerreiro,

E á  rutilancia das espadas, toma

A adaga de aço, o gladio de aço, e doma

Meu coração — extranho carniceiro!

Não pódes?! Chama então presto o primeiro

E o mais possante gládiador de Roma.

E qual mais prompto, e qual mais presto assoma,

Nenhum poude domar o prisioneiro.

Meu coração triumphava nas arenas.

Veio depois um domador de hyenas

E outro mais, e, por fim, veio um athleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem…

E não poude domal-o emfim ninguem,

Que ninguem doma um coração de poeta!

Pau d’Arco—1902

[ANJOS, Augusto dos. “Vencedor” in EU. Rio, s.c.p., 1912, p.102.] 

Augusto dos Anjos na tenra infância já era poeta indomável de composição curiosa nas cercanias do Engenho Pau D’Arco, propriedade de sua Família lá na Velha Paraíba. Nasce já poeta sendo doutor formado na mesma Escola de Tobias Barreto, a Faculdade de Direito em Recife-PE. Augusto dos Anjos já em sua originalidade infanto-juvenil lia tudo que havia na Biblioteca da Família, abastecida pelo pai Aprígio dos Anjos por meio de suas encomendas importadas da Europa e demais Continentes. Vai ver que daí surge a influência confessa do autor de EU pela poética de Shakespeare e Poe.

A festa da carne

A festa da carne é resultado da Recepção e transgressão: o público de Augusto dos Anjos[8], outra pesquisa científica desenvolvida por meio de Engenharia da Informação na mídia digital, virtual, impressa e na net. Daí que esta net, por ser tecnológica e cibernética, vem dando acesso a 10.064.090 milhões de registros e referências crítico-literárias só no Google, dentre outros levantados pelo pesquisador e autor da página eletrônica sob a URL http://montgomery1953.wordpresss.com

Ressalte-se que tanto na Cibernética (EPSTEIN, 1986) quanto por meio dessas suas técnicas de Cibernética e comunicação (EPSTEIN et alli, 1973) a poesia e a prosa do poeta paraibano apresentam a face negra de Brasil, o signo da corrupção, divulgando críticas como as que se encontram em A poética carnavalizada de Augusto dos Anjos.

A ideia de conjunto da obra angelina o EU é essa festa da carne, entre outras poéticas da intersemiose na semiótica da literatura e nas artes, que são desenvolvidas também na Fundação Científica Reis de Leão e das Astúrias, por meio da URL http://fucirla.spaces.live.com sediada em São Paulo-SP.

Trata-se de pesquisa científica de Montgomery Vasconcelos que divulga críticas sobre A poética carnavalizada de augusto dos anjos, a festa da carne, entre outras poéticas da intersemiose na semiótica da literatura e nas artes.

A poética carnavalizada de augusto dos anjos é a festa da carne, o carnaval, apresentando-se com a mesma sinonímia triádica da sátira menipéia, que Bakhtin, em seu livro Problemas da poética de Dostoiévski, resgata lá nas manifestações carnavalescas da antiguidade grega por meio de Menipo de Gadare, seu criador que lhe dá nome.

Nem é à toa que o poeta de EU, Augusto dos Anjos, explore em sua poética expressões tétricas como “Evangelho da podridão”, “verme”, “matéria em decomposição”, “cloaca”, “escarro”, “miseria”, “grito”, “horrenda”, “alegre” e “sangue”. Todavia tudo junto e misturado às palavras alegres da literatura carnavalizada.

Contudo, ainda, é como se criasse assim nessa poética uma metalinguagem cinematográfica sobre o corpo devorado por seus próprios vermes. E o faz por meio duma escritura em plena festa da carne, o carnaval: espetáculo universal de sua poética da transgressão descentralizada num mesmo palco, numa mesma cena do cômico, trágico e dramático, reverberando tudo junto e misturado, à luz da Engenharia da Informação com 10.064.090 milhões de registros e referências crítico-literárias em acessos só no Google à Wikipédia, a enciclopédia livre, pra arrombar as portas dum novo Cosmos seu no assombro fatal da terra.

Enfim, a sátira menipéia manifesta-se pois também nessa poética aristotélica de EU. Mas ao mesmo tempo é uma poética da transgressão, uma autêntica e original “coroação destronamento”[9]. Trata-se de polifonia, dialogismo e discurso social confluindo na categoria explorada por Bakhtin em sua tríade filológica: “primeira peculiaridade”, “segunda peculiaridade” e “terceira peculiaridade”, equidistantes à tríade semiótica de Peirce: primeiridade, secundidade, terceiridade, que se vão corresponder também com a tríade de Lacan: real, simbólico, imaginário.

A poética EU do maior poeta paraibano do século XX, Augusto dos Anjos, é o grito desesperado pra salvar a humanidade por meio de seu projeto estético, ideológico e biológico fracassado. Projeto triádico este  consistindo na promessa de ressurreição, tal como sucedeu com Jesus Cristo vencendo a morte da carne, alma e espírito. Enquanto a de Augusto dos Anjos vencendo a morte da estética e a instaurando numa cena inaugural doutra nova e gigantesca civilização brasileira que assombrará o mundo.

Mas a carne é que é humana! A alma è divina. (…)

E vem-me com um despreso por tudo isto

Uma vontade absurda de ser Christo

Para sacrificar-me pelos homens!

Soberano desejo! Soberana

Ambição de construir para o homem uma

Região, onde não cuspa língua alguma

O oleo rançoso da saliva humana! (…)

Subito, arrebentando a horrenda calma,

Grito, e se grito é para que meu grito

Seja a revelação deste Infinito

Que eu trago encarcerado na minh’alma!

Pau d’Arco,-4-5-1907.

[ANJOS, Augusto dos. “Gemidos de Arte” in EU. Rio, s.c.p., 1912, pp.79-85.] 

O poeta Augusto dos Anjos é o Corvo da originalidade na poética de língua portuguesa à luz de Poe. Mesmo em seu passeio abre a cena inaugural dum Cosmos novo trancado a 7 chaves e pintando o 7 no mistério de sua alma de poeta Augusto dos Anjos, pois também é o Hamlet da originalidade na poética de língua portuguesa à luz de Shakespeare. Nem é à toa que Augusto dos Anjos atira muito mais ao longe que ambas influências poéticas suas. Note-se que ao invés de condenar a humanidade em sentença poética shakespeareana, tal qual a profecia no Apocalipse de João, constata a destruição da terra ressuscitada num Cosmos novo.

Todo o destino negro do planeta,

Onde minhas moleculas soffriam. (…)

E eu — coetaneo do horrendo cataclysmo —

Era puxado para aquelle abysmo

No rodomoinho universal das cousas!

[ANJOS, Augusto dos. “Noite de um Visionario” in EU. Rio, s.c.p., 1912, pp. 97-98.]

É mais do que justo surgir daí em relâmpagos e trovoadas sua epifania cristã abrindo, rasgando e arrombando a cena inaugural desse Cosmos novo instaurado pelo seu Jesus Cristo em carne, sangue e osso na Serra da Borborema. Dar-se-lhe assim um novo estatuto à originalidade de sua poética da podridão como novo ofício e mister sagrado à fundação duma nova Roma que assombrará o mundo a partir de seu berço natal, lá na Velha Paraíba, também ninho e gênese da poética EU.

Não! Jesus não morreu! Vive na serra

Da Borborema, no ar de minha terra,

Na molecula e no atomo… Resume

A espiritualidade da materia

E elle è que embala o corpo da miseria

E faz da cloaca uma urna de perfume.

[ANJOS, Augusto dos. “Poema Negro” in EU. Rio, s.c.p., 1912, p.111.]

Considerações finais

Se o artista na pintura do quadro Banho Turco faz a reprodução da carne o poeta Augusto dos Anjos propaga sua apologia da carne, a partir de EU e do soneto “Vencedor”, conforme constata o ensaio crítico Que ninguem doma um coração de poeta! [10]

Augusto dos Anjos, na sua poética da transgressão, instaura a festa da carne, a subversão, a constatação da miséria da natureza humana: espírito e corpo, da matéria; as virtudes sociais humanas, a moral cristã, a política, a cultura, a economia, a saúde, a sociologia, a antropologia e a ética, são questionadas, à luz das teorias científicas vigentes na época desse poeta à frente de seu tempo.

É como se Augusto dos Anjos abrisse a cena inaugural de sua poética do Cosmos por meio de estranha epifania com o propósito imperioso de salvar a humanidade numa nova Roma instaurada noutra civilização brasileira que assombrará o mundo.

Notas

1. ANJOS, Augusto dos [1884-1914]. EU. 1ª ed., custeada pelo poeta e seu irmão Odilon dos Anjos, Rio de Janeiro: [s.c.p.] 1912, pp.5-131.

2. VASCONCELOS, Montgomery José de. A poética carnavalizada de Augusto dos Anjos. 1ª ed., São Paulo: Annablume, Selo Universidade 28, 1996, pp. 9-280.

3. NÓBREGA, Humberto. Augusto dos Anjos e sua época. João Pessoa: Edição da Universidade da Paraíba, 1962, pp. 7-334.

4. https://montgomery1953.wordpress.com

5. ARISTÓTELES [384-322 a.C.]. Poética. Tradução Eudoro de Souza, texto bilíngüe grego-português, São Paulo: Ars Poética, 1992, pp. 7-151.

6. FEYERABEND, Paul [1924-1994]. Contra o método: edição revista. 1ª ed., New Left Books, 1975; Ed. rev. Verso, 1988; Ed. rev., Col. Ciência, Tradução de Miguel Serras Pereira do original Against Method, Lisboa: Relógio D’água, 1993, pp. 7-364.

7. http://montgomeryvasconcelos.zip.net

8. VASCONCELOS, Montgomery José de. “1.2 RECEPÇÃO VIRTUAL” In: Recepção e transgressão: o público de Augusto dos Anjos. São Paulo: Tese de doutorado em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, 2002, pp.98-105.

9. BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Problemas da poética de Dostoiévski. Tradução de Paulo Bezerra, Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1981, pp.87-155.

10. http://fucirla.spaces.live.com

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos

[Presidente da Fucirla/SP]

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Políticas públicas: Dilma, a leoa do Brasil!

 

O Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, presidente da FUCIRLA-SP, constata sabedoria de Santa Teresa de Ávila comparada à mesma que proclama presidenta Dilma, a leoa do Brasil, a 31-10-2010. 

 

Dilma, a leoa do Brasil!

 

Bomba! Bomba! Bomba! A ciência acaba de provar no Brasil que a beleza maior do mundo é a inteligência duma mulher chamada Dilma, comparada à sabedoria de Santa Teresa de Ávila O.C.D., proclamada Doutora da Igreja pelo papa Paulo VI a 27-9-1970, canonizada em 1622 pelo papa Alexandre VII, Padroeira dos Professores comemorada a 15 de outubro, nasce em Ávila-Espanha a 28-3-1515 e morre em Alba de Tormes a 4-10-1582. Dilma também tal como Santa Teresa de Ávila sai vitoriosa e de forma brilhante no debate político mortal em defesa da soberania nacional frente ao seu oponente Serra na carreira à presidência!

O papa Bento XVI a 16-10-2010, domingo, canoniza quatro mulheres: a monja espanhola Cándida María de Jesús (Joana Josefa) Cipitria y Barriola; a primeira santa australiana, Mary Helen (Maria da Cruz) MacKillop; e as italianas Giulia Salzano e Battista Camilla da Varano. Isto prova que a maior autoridade espiritual do mundo está orientado por Deus pra autorizar a competência da mulher em todas as áreas do saber humano, tanto na Igreja quanto no destino duma nação como é o caso de Dilma no Brasil! Católicos do mundo inteiro uni-vos e atendam ao pedido de Bento XVI: orar o tempo todo pra Deus atender às preces da Nação Terra, pois a globalização uniu os povos!

Bomba! Bomba! Bomba! A ciência acaba de provar no Brasil por meio do debate brilhante de Dilma que ela, a mulher, é também igual à leoa que defende o território nacional, a soberania nacional, o tesouro nacional e a continuidade de sua prole divina à semelhança de Deus por meio de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, como se fosse mãe, avô, tia, irmã, prima, namorada, esposa, sogra, nora e amiga dos brasileiros, tudo junto e misturado, por todos os tempos até o fim do mundo! Né maravilhoso isso? Deus é ciência e ciência é Deus também! Deus é mulher e ciência, e ciência também é mulher e Deus, tudo junto e misturado!

Brasileiros, bomba! Bomba! Bomba! A ciência acaba de anunciar no Brasil que os resultados de sua próxima pesquisa, “Será que Deus é mulher?”, serão divulgados a 31-10-2010 pros 200 milhões de brasileiros, segundo o novo recenseamento, por meio também do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa/2008, graças ao governo Dilma e Lula, o sem diploma, que com esse feito épico unem duma vez só os cinco continentes do planeta à globalização no Brasil! Viva Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil celebrada no dia 12 de outubro, mesmo mês da vitória de Dilma a 31-10-2010! Ela é Dil+ 510 em 2010!

Bomba! Bomba! Bomba! A ciência acaba de provar no Brasil por meio do debate brilhante de Dilma que sua militância é que nem corintiano, vence aos 47 minutos de prorrogação do 2º tempo, fazendo gol de placa! Com isso a ciência também constata o sucesso da Copa/2014 e das Olimpíadas/2016-Rio, trazidas pro Brasil por Dilma e Lula!

Bomba! Bomba! Bomba! Brasileiros, a ciência acaba de provar no Brasil também a máxima do escritor Pedro Nava: “Experiência é como um automóvel com os faróis focando pra trás!” e isto os brasileiros não querem jamais! Aderindo assim à Dilma que caminha pra frente! Dilma é brilhante no debate e se consagra em definitivo à presidência!

Brasileiros, a ciência abençoada por Deus acaba de provar no Brasil que a mulher é mais inteligente do que o homem por meio do debate entre os candidatos à presidência Dilma e Serra! Parabéns às mulheres! Deus é ciência e ciência é Deus!

Bomba! Bomba! Bomba! A Ciência acaba de provar e vencer em suas pesquisas no Brasil que a mulher é mais inteligente do que o homem, graças a Deus, e serviram como modelos e objetos deste estudo fabuloso dois seres: Dilma X Serra!

Parabéns pra mulher! Que o mundo siga este exemplo maravilhoso! Deus é brasileiro mesmo e não haveria de faltar a este “País tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, que beleza, fevereiro tem carnaval!” [Cf. Jorge Benjor]

Como salvou os 33 mineiros chilenos, no mesmo número epifânico da idade de Cristo, Deus é Dil+ 510 em 2010 e salva também os 200 milhões de brasileiros a 31-10-2010.

Analfabetos do Brasil, uni-vos! Jamais morrerão analfabetos, pois a DIlma é a única que lhes salvará da ignorância, graças ao seu compromisso com a ciência e a tecnologia!

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos

[Presidente da Fundação Científica Reis de Leão e das Astúrias-SP]

Árvore genealógica dos Vasconcelos

ÁRVORE GENEALÓGICA DOS VASCONCELOS
Tal como sucede com quase todos os apelidos (em Portugal e nos outros países) sejam eles de origem toponímica como este, de patronimicos ou de alcunhas, são inúmeras as diferentes famílias que o usam e usaram, muitas das quais não têm sequer uma pinga de sangue em comum.
Das muitas famílias que usam este apelido – designadamente oriundas da região do Douro Litoral, da Madeira, Açores, Uruguai, Malaca e Singapura, Angola e Brasil – só uma o tem por varonia.
Quanto às restantes o apelido de Vasconcelos veio-lhes por linhas com uma ou mais quebras de varonia, bastardia ou simplesmente de “fantasia” (genealogias inventadas), ou descendem de antepassados que passaram a usá-lo por obrigação de algum vínculo, por devoção com algum patrono importante, pelo baptismo cristão de antigos judeus ou nativos das colónias de África, Ásia e Brasil, ou simplesmente porque era o apelido do padrinho de baptismo.
E pode mesmo ter havido diferentes famílias que por terem sido em várias épocas sucessivamente moradoras no lugar de Vasconcelos tenham adaptado como apelido o topónimo que começou por ser mera alcunha indicativa de residência.
A grafia tem tido variantes: de Vasconcelos, de Vasconcellos, de Basconcellos (na Galiza), Vasconsellos, Vascogoncellos, Uasconcellos, Basconcillos (lugar perto de Burgos, em Espanha), etc.
 

Os Vasconcelos no início da Nacionalidade de Portugal em 1147

1. Astorga
2. Sant’Iago
3. Guimarães
4. Porto
5. Coimbra
6. Torre de Vasconcelos
7. Torre de Penagate
8. Serra de Cabrera
9. Grijó
1147: A Conquista de Lisboa
Na muralha de Lisboa existe uma porta chamada de Martim Moniz. Pode lêr-se num quadro de mármore entre o alto da porta e o nicho com um busto:
“EL-REI DÕ AFONSO HENRIQUES MANDOU AQUI COLOCAR ESTA STATUA E CABEÇA DE PEDRA EM MEMÓRIA DA GLORIOSA MORTE QUE DÕ MARTI MUNIZ PROGENITOR DA FAMÍLIA DOS VASCONCELOS RECEBEU NESTA PORTA QUANDO ATRAVESSANDO-SE NELA FRANQUEOU AOS SEUS A ENTRADA COM QUE SE GANHOU AOS MOUROS ESTA CIDADE NO ANO DE 1147.
JOÃO ROIZ DE VASCONCELOS E SOUSA CONDE DE CASTEL MELHOR SEU DÉCIMO QUARTO NETO POR BARONIA FES AQUI POR ESTA INSCRIÇÃO NO ANO DE 1646.”

“(…) Este D. Martim Moniz foi rico-homem do rei D. Afonso Henriques, esteve na batalha de Ourique, onde comandou a ala direita, encontrou-se no sítio de Lisboa e aí morreu valorosamente, defendendo uma das portas do castelo, a qual ficou conhecida por porta de Martim Moniz. (…)”
in “Familias Nobres – suas origens e suas armas” de António Machado de Faria – Lisboa 1961

Genealogia dos primeiros Vasconcelos -> D. Martim Moniz [de Ribeira]

1245: A Torre de Vasconcelos (Amares)
“(…). D Pedro Martins da Torre teve o senhorio da casa de seus pais e a torre de Vasconcelos e casou com D. Teresa Soares da Silva, ou D. Maria, filha de D. Soeiro Peres Escacha e de sua mulher, D. Froilhe Viegas, de quem nasceu D. João Pires Tenreiro, senhor da casa paterna e, parece, o primeiro que se apelidou de Vasconcelos por ser senhor da torre do mesmo nome, na freguesia de Santa Maria de Ferreiros, em terras de Entre Homem e Cávado. Foi um dos maiores fidalgos do seu tempo, esteve na conquista de Sevilha e casou com sua prima terceira D. Maria Soares, filha de Soeiro Viegas Coelho e de sua mulher, D. Mor Mendes, por cujo casamento teve o morgado de Penagate.”
in “Familias Nobres – suas origens e suas armas” de António Machado de Faria – Lisboa 1961
Genealogia dos primeiros Vasconcelos -> D. João Pires de Vasconcelos «Tenreiro»
O LUGAR QUE DEU ORIGEM AO APELIDO
O nome de Vasconcelos surge pela primeira vez nas inquirições de 1258 para designar uma “honra ” (feudo) – hoje um lugar da freguesia de Ferreiros, concelho de Amares, distrito de Braga – então pertencente a João Peres de Vasconcelos, de alcunha “O Tenreiro”, fidalgo que participou na conquista de Sevilha e é o mais antigo personagem assim designado.
O lugar tem uma torre e paço medieval que dizem ser do século XIII e, embora esteja desde há muito arruinado é ainda assim talvez o mais importante solar fortificado de meados da primeira dinastia que existe em Portugal .
Está assente num terraplano, o que faz com que três dos seus lados desçam abaixo do nivel do andar térreo. Compõe-se de uma quadra, a torre, que mede 6,10 por 6,35 metros, e que está junta a outro edificio rectangular. A espessura das paredes é de 1,80 metros e da parede interna é de 1,1 metros. A parte mais alta das paredes atinge hoje já somente 3,65 metros, refere J. Rigaud de Sousa.
Incrivelmente ao abandono, ainda há pouco cheio de vegetação, em riscos de se arruinar ainda mais, é um monumento raro, que bem merecia a protecção dos responsáveis – públicos e privados !
NOME DE PLANTA E DE UM PRÉMIO MUSICAL
Entretanto está naturalmente ligada a este apelido a origem do nome da “vasconcélia”, “género de planta da família das caricáceas” – referida no Dicionário Lello Universal.
Mas Vasconcellos não é apenas nome de um apelido e de um solar, pois designa também um prémio de música o “Vasconcellos Music Trust”, criado para jovens músicos, cantores e compositores portugueses em memória de António e Domingos de Sousa e Vasconcellos.
Os primeiros Vasconcelos, uma linhagem de infanções que a partir do reinado de D. Fernando ascendeu à primeira plana da Corte, adaptaram como brasão de armas um escudo de negro com três faixas veiradas (ou veiradas e contraveiradas, não se sabe ao certo) de prata e encarnado – armas muito parecidas com a dos Alvarengas (seus descendentes por uma senhora) e a da ilustre antiga família francesa dos Sires de Coucy (de encarnado três faixas veiradas de azul e prata).
As armas dos Vasconcelos aparecem pela primeira vez sem indicação de cores em l284 num selo do Bispo de Lisboa D. Estevão Anes de Vasconcelos (cf. Marquês de Abrantes, Sigilografia Medieval Portuguesa , selo nº.268) , e com indicação de cores numa pintura em madeira de cerca de 1397/1401 na Igreja de Nª. Sª. da Oliveira em Guimarães. Na versão das três faixas veiradas e contraveiradas aparecem nos principais armoriais oficiais – o Livro do Armeiro Mor (15O9) o Livro da Torre do Tombo, de António Godinho (1515/45), na Sala dos Brasões do Paço de Sintra e na notabilíssima Capela dos Morgados do Esporão na Sé de Évora (1530).
Destas armas, que pertencem hoje de direito ao chefe do nome e armas dos Vasconcelos (o Marquês de Abrantes, como sucessor dos Morgados do Esporão e antigos Condes de Figueiró) existem numerosas variantes oficiais consagradas em Cartas de Brasão de Armas atribuídas a famílias nobres de Portugal e Brasil.
TÍTULOS DO PRÓPRIO APELIDO
Houve alguns titulares da própria designação deste apelido. A saber:
• Barão de Vasconcellos – título vitalício, brasileiro, concedido sucessivamente em 1869 e 1874 a dois elementos da família Smith de Vasconcellos, que são Fidalgos-Cavaleiros.
• Conde de Vasconcellos – título que em 1629 teve Félix Machado da Silva Castro e Vasconcellos, Senhor de Entre-Homem-e-Cávado, antes de ser feito (por Filipe IV) Marquês de Montebelo (cf. Braamcamp Freire, Brasões da Sala de Sintra, titº. de Vasconcelos, p.341).
• Marquês de Vasconcellos – Um oficial português que tinha servido no Regimento de Infantaria 7 (que permaneceu muito tempo em Espanha) foi preso em 1813 em Badajoz por se intitular (sem qualquer direito) Marquês de Vasconcellos (cf. Bol. do Arquivo Histórico-Militar. vol.XVI Vª.Nª. de Famalicão, p.p.l74-175).
TÍTULOS “DE JURO E HERDADE”
Marquês de Castelo-Melhor – Desde o século XVII a principal casa do apelido de Vasconcelos, teve em 1611 o título de Conde de Castelo Melhor. Em 1766 recebeu o título de “juro e herdade” (isto é, hereditário) de Marquês de Castelo-Melhor, por troca com as capitanias hereditárias das Ilhas da Madeira e de Santa Maria dos Açores.
Por um casamento com a sucessora dos capitães da Madeira, esta Casa – que apesar de em 1888 ter passado por casamento para a varonia dos Silveiras Pinto da Fonseca (do Visconde da Várzea) conserva ainda o apelido de Vasconcelos – tem também além de outros, o título de Conde de Calheta (de 1576) também “de juro e herdade” e a chefia do nome e armas dos Câmaras.
A sua residência tradicional , um dos mais grandiosos palácios de Lisboa ainda existe, embora lhe tenham mudado o nome para Palácio Foz quando no final do século XIX foi alienado pelos Castelo-Melhor.
O actual Marquês de Castelo-Melhor, Bernardo de Vasconcelos e Sousa, um dos mais notáveis historiadores da nova geração, sucedeu recentemente a José Mattoso como director do Arquivo da Torre do Tombo.
Conde da Lapa – família com nobreza medieval (séc.XIV) por ter a varonia antiga dos “Almeidas por quem o Tejo chora”, foi a primeira que usou o duplo apelido Almeida e Vasconcelos. Tem o título “de juro e herdade ” de Barão de Mossâmedes, que tirou do Reguendo de Mossâmedes (na Beira) propriedade concedida aos seus antepassados em 1388 e, segundo parece, a chefia do apelido Soveral.
O 1º. Barão, que foi capitão e governador de Angola, fundou nesta província ultramarina a cidade de Mossâmedes, à qual deu o nome do antiquíssimo reguengo propriedade da sua família.
FAMÍLIAS COM VARONIA DOS PRIMEIROS VASCONCELOS
Não se conhece hoje nenhuma famíla que seja descendente por varonia legítima dos primeiros Vasconcelos, senhores da Honra e Solar de Vasconcelos no século XIII e da linhagem do célebre Martim Moniz (cujo feito na conquista de Lisboa surge pela primeira vez num documento 200 anos depois).
Existem ainda hoje algumas famílias fidalgas que descendem por varonia dos Vasconcelos medievais – através de Rui Vasques Ribeiro (de Vasconcelos). Senhor das vilas de Figueiró e Pedrogão, filho bastardo (legitimado por D. João I em 1430) de Rui Mendes de Vasconcelos, e dos seus descendentes os primeiros marqueses de Castelo-Melhor. São elas: a família de Luís-Maria Pinto de Vasconcelos e Sousa (ramo segundo dos Castelo-Melhor) e as Casas de Óbidos, Alcaçovas, Pombeiro e Pombeiro de Riba Vizela. Mas de todas elas a única que ainda conserva o apelido de Vasconcelos é a de Óbidos.
Todas elas têm portanto uma nobreza por varonia legítima que remonta a 1430.
Conde de Óbidos – título de 1636, com Honras de Parente (1749) “de juro e herdade” (1777), família que usa os apelidos Vasconcelos e Sousa, e é também representante dos títulos de Marquês de Santa-Iria, Conde de Palma, Conde de Sabugal, Conde de Alva, dos antigos Alcaides-Mores de Óbidos e Selir do Porto e dos fidalgos Monteiro Paim.
Senhores das Alcáçovas, título de 1449, “de juro e herdade” (1518), cujo sucessor em 1834 foi feito (a título vitalício??) Conde das Alcáçovas. Esta Casa, cujos senhores usam os apelidos Henriques de Lancastre e são chefes do nome e armas dos Henriques, passou em 1808 pelo casamento da 13ª Senhora das Alcáçovas, Dona Teresa Henriques, com o Par do Reino Luís de Vasconcelos e Sousa (Castelo-Melhor) à varonia Vasconcelos, apelido que não usa.
Também a Casa dos Senhores (1355) e Condes (1662) de Pombeiro, Senhores (l449) e Marqueses (1801) de Belas, Morgados de Castelo Branco-o-Novo (em Santa Iria, junto a Sacavém) passou pelo casamento da 6ª. Condessa com um fidalgo da Casa Castelo-Melhor à varonia Vasconcelos. Não usam contudo este apelido, mas sim o de Castelo-Branco, tradicional na casa Pombeiro e do qual são, segundo parece, os chefes do nome e armas.
E, recentemente, também Casa do Paço de Pombeiro de Riba Vizela, que em 1851 teve o título de Barão em duas vidas (extintas em 1906), passou em 1945 pelo casamento da sua herdeira e sucessora com um fidalgo da Casa das Alcáçovas à mesma antiga varonia dos Vasconcelos.
Títulos antigos deste apelido: Condes de Penela, casa com varonia (ilegítima) real, descendente de Dona Maria de Vasconcelos casada com o Senhor Dom Afonso de Cascais, filho bastardo do infante Dom João, Senhor de Cascais e Oeiras; Condes de Figueiró e morgados do Esporão (grande herdade perto de Reguengos de Monsaraz, que ainda existe com os mesmos limites que tinha na Idade Média e cujos senhores construiram na Sé de Évora uma notável capela renascença).
TÍTULOS BRASILEIROS
Títulos e Famílias brasileiras com nobreza hereditária:
• Barão de Parangaba, José Miguel de Vasconcellos
• Barão de Várzea, José António de Sepulveda e Vasconcellos
• Visconde de Montserrate, Joaquim José Pinheiro de Vasconcelos
• Visconde de Caethé (1826), José Teixeira da Fonseca e Vasconcelos
• Barão de Maraú (1860), José Teixeira de Vasconcelos, senhor de engenho.
• Barão de Vasconcelos (já referido), da família Smith de Vasconcellos.
ALGUMAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS
• Conde de Leiria – título concedido em 1890 a um elemento da família Pereira de Vasconcelos, apelido que ainda hoje conservam os seus sucessores, apesar de a casa ter passado por um casamento à varonia dos Azeredos de Mesão Frio.
• Santa’Ana e Vasconcelos, descendentes do Visconde das Nogueiras;
• Ornelas e Vasconcelos, morgados do Caniço (1499) na Ilha da Madeira, que ascenderam ao pariato hereditário no final do século XIX.
• Carneiro de Vasconcelos, Fidalgos de Cota d’Armas (1848), que sucederam por casamento na casa dos Viscondes de Vilarinho de S. Romão, sucessores dos antigos dos Ferreiras do Carregal (1492) e das Taipas no Porto e da Honra do Paço de Avioso .
• Perestrelo de Vasconcelos – Moços-Fidalgos com tratamento de senhoria, descendentes de um desembargador do século XVIII que casou com a sucessora da antiga Quinta do Hespanhol, no termo de Torres Vedras, casa antiga dos Perestrelos.
• Moraes Sarmento de Vasconcelos e Castro – família com varonia Morais, Fidalgos-Cavaleiros da Casa Real.
• Barros e Vasconcelos da Quinta das Barras, perto de Lisboa, fidalgos autênticos e antigos, têm o fôro de Moços-Fidalgos “com as honras de exercício no Paço” (isto é, com o tratamento de senhoria).
• Teixeira de Vasconcelos (Pascoais) – família do escritor Teixeira de Pascoais, proprietários da antiga Casa de Pascoais perto de Amarante, que ascenderam ao pariato heriditário em 1906.
• Teles de Vasconcelos – família nobre oriunda da Guarda, que ascendeu ao pariato heriditário em 1881 na pessoa de António Teles Pereira de Vasconcelos Pimentel.
• Vasconcelos, de Vila do Conde – família nobilitada em 1779 com uma Carta de Brasão de Armas, Cavaleiros–Fidalgos (desde 1794), herdaram por um casamento de 1789 o antiquíssimo solar do Paço de Siqueiros (século XIV) perto de Ponte-do-Lima, berço dos Sequeiros e Luna.
• Pais de Vasconcelos – nobreza medieval, família com varonia Tavares, têm uma Carta de Brasão do século XVI do apelido Pais e são desde o século XVI Fidalgos-Cavaleiros da Casa Real.
• Azevedo de Almeida e Vasconcelos (Reriz) – Descendentes de um médico, físico-mór dos reis do final do século XVI, cujo neto foi capitão de Infantaria na Guerra da Restauração e casou com uma Almeida e Vasconcelos da Casa de Mossâmedes. Senhores de um belo Solar em S. Pedro do Sul, têm o “foro” de Fidalgos-Cavaleiros (1710) e receberam o título (vitalício ?) de Marquês de Reriz em 1894.
• Almeida Loureiro e Vasconcelos – família que teve em 1908 o título (vitalício ?) de Visconde de Almeida e Vasconcelos.
• Vieira e Vasconcelos (Alvaiázere) – Família da região de Ourém, descendente de um médico muito estimado de D. João IV, que usou primeiro os apelidos Vieira da Silva e teve o “foro” de Fidalgo da Casa Real (1806), uma carta de brasão d’armas (1826) e o título de Barão de Alvaiázere. A vidente de Fátima, Jacinta Marto, foi sepultada no jazigo desta família no Cemitério de Vila Nova de Ourém quando morreu em 1920, só mais tarde o seu corpo tendo sido transferido para o Santuário da Cova da Iria.
• Sousa e Vasconcelos – família nobre cujos elementos têm o “foro” de Fidalgos-Cavaleiros.
• Vasconcelos e Sá – ilustre família descendente de José Maria de Vasconcelos e Sá (1862-1953) oficial de Engenharia, Construtor do célebre Farol da Cockburn em Lourenço Marques, que era filho natural perfilhado do 2º. Barão de Albufeira.
• Lobo de Vasconcelos – notável família oriunda da Quinta da Faia, nos arredores da Guarda (Mondego) a que pertenceu um ilustre oficial do Exército do tempo do Rei D. Carlos e é hoje por um casamento proprietária do Casal Branco, em Almeirim.
• Vale e Vasconcelos – família da Casa do Souto, em Cavez, Cabeceiras de Basto, a que pertencem o escritor e editor Francisco Vale e o antigo director-geral do Secretariado Técnico para os Assuntos do Processo Eleitoral- STAPE, Duarte Nuno de Vasconcelos.
• Pestana de Vasconcelos, do Porto – notável família católica e miguelista, ligada à fundação do Banco Popular Português e da Real Companhia Vinícola do Norte de Portugal, que hospedou no seu palácio da Praça da República no Porto a vidente de Fátima Jacinta Marto e os primeiros jesuítas que chegaram a Portugal depois da segunda expulsão da Companhia de Jesus na primeira República. A capela neo-gótica do seu palácio – vandalisada por ocasião das desordens subsequentes ao 25 de Abril – tem a mais antiga imagem de Cristo Rei que existe em Portugal. E que por isso mesmo esteve presente na inauguração do Monumento de Almada .
• Leite de Vasconcelos – ilustre família a que pertencem um dos mais eminentes vultos da cultura portuguesa.
• Jácome de Vasconcelos (Avelar) – ilustre família de Braga onde possui desde o século XVI a Casa do Avelar e de que alguns elementos se distinguiram no governo do município. A esta família pertence a actual directora do bem organizado Arquivo Distrital de Braga/Universidade do Minho, Maria da Assunção Jácome de Vasconcelos.
• Vasconcelos Porto – família descendente de um notável político regenerador e oficial de Engenharia, que foi Ministro da Guerra do Governo de João Franco no reinado de D. Carlos.
• Abreu Vasconcelos – família proprietária da casa do antigo morgado de Jolda, Arcos-de-Valdevez, descendente de filhos naturais de um sacerdote, senhor desta casa. que procedia por varonia dos Sequeiros, Condes de Priègue na Galiza, e amo dos antigos Sequeiros do Paço de Sequeiros em Ponte de Lima.
• Pestana de Vasconcelos, da Ilha da Madeira.
• Rocha Páris Pinto de Vasconcelos – embora o apelido tradicional desta família oriunda do Minho seja Rocha Páris, alguns dos seus descendentes usam hoje Vasconcelos, naturalmente por que era o último apelido (troca esta que ocorreu também com outras famílias antigas). A esta ilustre família, que tem uma justificação de nobreza de Vasconcelos…… pertenceu o notável poeta do início deste século, João da Rocha, que usou o pseudónimo de Frei.
• Marquês de Camões de Vasconcelos – descendentes de José Manuel Marques de Camões e de sua mulher, herdeira da antiga casa nobre chamada dos Vasconcelos em Alter do Chão.
• Bacelar de Vasconcelos – Família descendente por varonia de João Pinto de Vasconcelos (filho natural de um oficial do Exército do mesmo apelido que fez serviço em Monção no século XVII). A esta antiga família que conserva a propriedade da Casa do Forno, em Margaride, Felgueiras, pertence Pedro de Bacelar de Vasconcelos, Governador Civil de Braga.
• Meireles e Vasconcelos – Família oriunda da Quinta da Ramada, no Arco de Baulhe, que se distinguiu na política liberal no século XIX e se aliou aos Vasconcelos de Vila do Conde (de onde lhes vem o segundo apelido).
• Teixeira de Vasconcelos (Marvão) – Família ilustre do Minho, proprietária da casa do Marvão em Celorico de Basto, descendente de Manuel Teixeira da Cunha e Andrade de Carvalho, que teve dois filhos, que receberam ambos carta de brasão de armas em 1790: Bernardo Coutinho Teixeira Álvares de Carvalho e Sebastião José Teixeira Carvalho da Cunha Coutinho. A esta família pertenceu frei Bernardo da Anunciada Vaz Lobo Teixeira de Vasconcelos (1902-1932) mais conhecido por frei Bernardo de Vasconcelos, frade beneditino, poeta místico e escritor, falecido com fama de santidade e cujo processo de beatificação está em curso.
PERSONALIDADES NOTÁVEIS
• António Pedro de Vasconcelos – o mais ilustre dos governadores de Colónia do Sacramento (antiga cidade portuguesa, hoje no Uruguai) e fundador de Montevideu em 1723.
• Luís Mendes de Vasconcelos (séc.XVII), foi Príncipe e Grão Mestre da Ordem Soberana e Militar de Malta, tendo sido um dos quatro portugueses que ocuparam esta alta dignidade.
• José de Vasconcelos (1882-1959), filósofo mexicano e um dos mais notáveis pensadores latino-americanos da primeira metade deste século. Foi Ministro da Educação (1920-1924) e candidato derrotado à Presidência da República do Mexico em 1929.
• 3º. Conde de Castelo Melhor, Luís de Vasconcelos e Sousa, valido do rei D. Afonso VI, governou o País de 1662 a 1667, tendo sido um dos maiores responsáveis pela vitoriosa campanha da Guerra que levou à restauração da independência de Portugal.
• Augusto de Vasconcelos (1867-1951) – Primeiro Ministro de Portugal em 1911/12, era professor catedrático de Medicina e foi também Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro de Portugal em Londres e Madrid.
• Miguel de Vasconcelos e Brito – o Secretário de Estado morto pelos revoltosos no 1º. de Dezembro de 1640, foi Senhor da antiga Honra de Alvarenga (de onde tirou o apelido de Vasconcelos) e era da varonia dos Lunas, família de magistrados do século XVI oriunda de Viana do Castelo e do Paço de Sequeiros em Ponte de Lima. Dele escreveu um autor que “foi muito inclinado à Poesia, como no estudo da genealogia, pela qual se fez odioso a grande parte da Nobreza”.
• Dona Francisca de Vasconcelos – casou com o Rei das Maldivas de quem teve D. Filipe, s.g..também Rei das Maldivas, e a Infanta D. Inês, casada com Sebastião Tavares de Sousa, de quem teve D. Luís de Sousa, que vindo a Portugal em 1641 El-Rei D. João IV “lhe deu tratamento de Rei com Docel e Alteza” (cf. Felgueiras Gaio, titº. de Leites).
• Luís de Vasconcelos e Sousa, ilustre fidalgo, que foi vice-rei do Brasil em 1778.
• Constantino de Vasconcelos – arquitecto e engenheiro do século XVII, que foi o principal arquitecto barroco do Perú, país onde viveu.
BIBLIOGRAFIA
Eugénio de Castro – “Os Meus Vasconcelos”.
Pedro de Azevedo – “Os de Vasconcelos”, in Archivo Histórico Português (1904).
“Monografia do Concelho de Amares”.
Miguel Lopes Ferreira – “Vida e Acções de Sua Alteza Sereníssima Fr. Luís Mendes de Vasconcellos, Grão–Mestre da Sagrada Religião de Malta, ed.1731.
Amselmo Braamcamp Freire – “Brasões da Sala de Sintra”.
Oliveira Mouta – “Dos Barros e Vasconcellos”.
Álvaro Ferreira de Vera – “Información de la Origen de los Vasconcellos”, Madrid.
João Salgado de Araújo, Abade de Pera – “Sumário da Família Ilustríssima de Vasconcellos”, ed. Madrid, 1638.
Artur da Mota Alves, “O Morgadio de Fontelas”, ed. Lisboa, 1937.
José Mattoso – “Religião e Cultura na Idade Média”, pag. 228 e seg.
José Augusto P. de Sottomayor Pizarro – “Os Patronos do Mosteiro de Grijó”, Ponte-de-Lima. 1995, pp. 125, 138, 143-147, 155 e 295.
Francisco de Vasconcelos – “Os Vasconcelos de Vila do Conde”, Boletim Cultural da Câmara Municipal de Vila do Conde, 1987,1988 e 1989.
José João Rigaud de Sousa – “Casas-Torres Ainda Existentes nos Arredores de Braga”, in “O Distrito de Braga”. Vol. III, 2ª série (VII), 1978, pp. 7-11.
http://www.menegatto.com.br/vasconcellos/apelido.htm

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