A QUEM SERVE A UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL

 

A QUEM SERVE A UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL?
Autor: Montgomery Vasconcelos (FUCIRLA/PB)

I. INTRODUÇÃO
Dom João VI às portas do ano de 1808 em Portugal, encontrando-se acuado pela ameaça de Napoleão Bonaparte, quem já havia anunciado-lhe invasão à nação portuguesa, elaborou uma estratégia de mestre junto à corte inglesa, também, quem lhe financia todo o seu plano de fuga prodígio à Colônia Lusa chamada Brasil, deixando assim o imperador françês de 4, a ver navios e destronado como se houvesse caído numa cena patética de “coroação-destronamento” ou “coroação-bufa”, categorias essas da literatura carnavalizada, estudadas no limiar do século XX pelo filólogo russo Bakhtin.

II. DOM JOÃO VI CRIA UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA MAS CORRUPTA À NAÇÃO!
Nem é à-toa que Dom João VI cria do nada uma nação brasileira a seu modo e bel prazer junto aos nativos, quem lhe chamam de rei comilão, glutão, guloso, bonachão, dado ao seu caráter exagerado, excêntrico, ridículo, flexível, escorregadio, sábio, condescendente, precedente e repleto de bravatas, negociatas desvantajosas e outras tantas maracutaias aplicadas aos seus próprios negociadores.

Eis pois aqui os novos costumes europeus da Corte Lusa juntos aos da nova Colônia e ambos assim expostos às maracutaias de Dom João VI e como ele consabido os empreende, a saber: trocas de títulos aos bem aquinhoados em grandes, médias e pequenas fortunas por doações vultosas à coroa; empréstimos vultosos de bens à coroa em troca da criação dum novo banco central que se chamou Banco do Brasil; criação da casa da moeda por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos da corte real luso-brasileira; criação da abertura dos portos, do museu nacional, da biblioteca nacional, da universidade pública do Brasil por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos e cidadãs, bem aquinhoados e estabelecidos aqui já na Corte Luso-Brasileira, situada no novo hemisfério do Continente América do Sul.

Assim, a Universidade Pública no Brasil foi criada desde mesmo 1808 por Dom João VI à luz do modelo europeu, que só servia às classes dominantes, mas quando chega à Colônia de Portugal, o Brasil, continua com esse mesmo propósito de só servir, agora, à Corte Real Luso-Brasileira, instalada aqui desse modo, a saber: reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, duquesas, condes, condesas, viscondes, viscondesas, barões, baronesas, embaixadores, embaixatrizes, demais familiares e preferidos seus, todos participantes da nobreza real do rei luso-brasileiro, exceto a plebe, a ralé, de mesma sinonímia e/ou relatividade equidistante ao povo.

III. A UNIVERSIDADE PÚBLICA ATUAL NÃO SERVE AO POVO: 214 MILHÕES DE BRASILEIROS!
Daí é só observar que a Universidade Pública no Brasil atual, tal qual àquela criada por Dom João VI, continua servindo às classes dominantes por meio de seus cargos de confiança e demais práticas perversas, imorais e anti-éticas, indo desde reitorias, pró-reitorias, direções de centros, chefias de departamentos, coordenações de cursos, órgãos complementares e demais setores seus.

Há que se observar as artemanhas com que se revestem os seus corpo docente, corpo discente e técnicos-administrativos, os chamados pessoal de apoio ou funcionários da Comunidade Científica Universitária.

Tratam-se de participantes dum mesmo clube do bolinha e da luluzinha, que se comunicam por meio duma linguagem oficial da máquina burocrática, comparada às mesmas que utilizam as facções criminosas do PCC, CV e FDN. Equidistâncias de mesmas proporções duma mesma relatividade como sendo também outro poder paralelo, tamanha é essa sua parafernália burocrática e acadêmica alopradas.

Posto ainda que essas artemanhas jamais prestam contas de seus atos corruptos nesses seus próprios concursos públicos nem por meio doutros semelhantes, tampouco doutros demais gerais e irrestritos. Haja vista que se escudam na sua autonomia universitária tão propagada nos arts. 205 a 207 da Carta Magna do Brasil, a Constituição Federal/1988.

IV. QUAL O “MODUS OPERANDI” DA UNIVERSIDADE PÚBLICA CORRUPTA DO BRASIL?
Há ainda que se notar qual o “modus operandi” da universidade pública corrupta do Brasil aqui, agora e em outrora. E qual é o seu “modus operandi”? Funcionam por meio duma filosofia nefasta, perversa, cruel e desumana. É como se fossem um grande clube do bolinha e da luluzinha, onde “quem tá de fora não entra e quem tá de dentro não sai!”

Como se observa essa maracutaia secular desde 1808 dentro da universidade pública, mantida pelo erário público de cidadãos e cidadãs honestos, tributados, explorados e sacrificados ao rés do chão? Isso se observa desde a distribuição e redistribuição desses cargos à nomeação de seu corpo docente por meio de “concursos públicos”, que de públicos não têm nada. Haja vista porque todos vêm já com carta marcada, assinada e de forma infalível como se fosse essa igual à infalibilidade do Eterno.

V. COMO SE OBSERVAM OS SINAIS FORTES DA CORRUPÇÃO NOS CONCURSOS PÚBLICOS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO BRASIL?
Pra tanto, é só acompanhar o percurso desses seus preferidos candidatos aos seus concursos também ligados às denominações daqueles responsáveis pelos cargos de confiança supracitados, dando-se assim, a saber: nepotismo direto e cruzado; amiguinhos amestrados que se cruzam nas diversas IFES e IES de regiões e estados do país, com uma maior frequência e preponderância naqueles preferidos e oriundos das regiões sul e sudeste, como se fossem colonizados felizes; rodízios intermináveis entre esses cargos de confiança deles mesmos, que chegam à velhice de néscios toscos, surrados, caquéticos, incompetentes assumidos, mesquinhos, esquizofrênicos, depressivos, doentios, feios, tristes, mau humorados e infelizes.

E assim vão seguindo errantes porque são regidos por outras filosofias nefastas como se fossem e se estabelecessem sob um excêntrico código de honra, que só comete crimes de lesa à pátria e/ou lesa-pátria, quando se eternizam entre eles “apegados aos cargos feito carrapatos”; “nunca largam o osso” e por isso nunca também há ali renovação do saber.

VI. AFINAL, A QUEM SERVE À UNIVERSIDADE PÚBLICA? O BRASIL É UM PAÍS ANALFABETO!
Assim, dia após dia, a Universidade Pública vai distanciando-se do povo de tal forma que ela não tem mais serventia pra nada dentro dum universo de mais de 214 milhões de brasileiros, no qual apenas cerca de 8% dessa população chegam ao ensino superior. Todavia, ainda assim, dessa porcentagem, 2% não concluem seus cursos, dada à evasão enorme por falta de inúmeras condições, dentre tantas essa aloprada corrupção grassando no seio dela mesma.

A concluir por meio dessa porcentagem 8% ainda assim inconclusa, o Brasil é um país analfabeto porque apenas 6% de sua população consegue concluir o ensino superior, e sem contar os analfabetos técnicos formados por ela, enquanto seus 94% vivem em total analfabetismo.

Afinal, a quem serve a Universidade Pública senão a esses corruptos que a invadiram desde a sua cena inaugural no ano de 1808, por obra e graça de Dom João VI, e, tempos depois, por esses aventureiros de desméritos sem dignidade nem honra?

VII. QUEM VAI SALVAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA DO BRASIL? O POVO?
Urge uma reforma educacional na rede de ensino de nível superior, a fim de se corrigir de vez essa maracutaia no seio da Universidade Pública. Onde já se viu em lugar nenhum do mundo a Universidade estar acima da ordem e da lei por meio de autonomia universitária, recurso extremo duma nação à luz da educação?

Haja vista que essa prática da autonomia universitária se dá quando um país passa por estado de sítio, guerra, invasão, golpe ou quebradeira econômica com intervenção direta do Tribunal Internacional de Haya ou da Organização das Nacões Unidas/ONU. Fora essas acepções e/ou exceções é armação!

VIII. A QUEM SERVE À UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL E QUEM VAI À UFPB?
Onde parou a Universidade Federal da Paraíba/UFPB no caminho certo à Educação de Qualidade? A Reitoria tem de responder essa pergunta ao povo da Paraíba, Nordeste e Brasil.

Por que os Familiares dos alunos e das alunas nunca têm acesso também como inscritos e/ou cadastrados à pagina SIGAA/UFPB deles, os seus entes queridos, conforme prática doutras Universidades, a saber: Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN?

O Cadastro dos Familiares na página dos alunos e alunas é, também, uma Medida de apoio acadêmico imprescindível. Medida essa que visa à carreira acadêmica de sucesso, além ainda de servir pra os auxiliar, os apoiar e os orientar. O que também não as exime de grandes irregularidades como as que ocorrem em o seu mais recente concurso público (2017-2018) pra professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN!

Haja vista que esses alunos e alunas, seus familiares e entes queridos, ficam desprotegidos, abandonados e se sentem como um estranho no ninho da UFPB. Universidade essa quem lhes adoecem de estresse, nunca os acolhem nem os tratam, deixando-os assim como trapos humanos, com a autoestima baixíssima e vivendo em petição de miséria acadêmica na sua tríade: ensino, pesquisa e extensão.

Constata-se que a Biblioteca Central/UFPB não oferece o menor conforto ao seu corpo docente, discente e pessoal técnico-administrativo pesquisar, tampouco trabalhar, que dirá às demais instituições que lhes celebram intercâmbios.

IX. BIBLIOTECA CENTRAL/UFPB FALIDA É SEU CALCANHAR DE AQUILES
É notório o descaso com a Biblioteca Central/UFPB: sem acervo atualizado; sem salas adequadas nem refrigeração aos pesquisadores; sem tecnologia midiática avançada disponível à pesquisa nem aos pesquisadores.

Por tudo isso que se expõe aqui, a Biblioteca Central/UFPB dessa forma falida como se apresenta vem a ser o seu próprio calcanhar de Aquiles, antes, durante e após a sua cena inaugural, bem como, também, ainda, daqui pra frente.

Como se nada mais lhes bastassem, até infiltrações permeiam o teto e as paredes da Biblioteca Central/UFPB, comprometendo assim o seu tão parco acervo, que sofre com fungos e agora mofos por meio dessas suas goteiras e infiltrações.

X. AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA SEM NOÇÃO PÕE UNIVERSIDADE PÚBLICA DO BRASIL ACIMA DA ORDEM E DA LEI
Enfim, a UFPB mantém muito mal seus órgãos e sua autonomia! Cadê a autonomia tão propagada nos Arts. 205 a 207 da Carta Magna, a CF/1988? Dessa maneira, transforma-se numa autonomia universitária sem noção, que põe a universidade pública acima da ordem e da lei! Mas será o Benedito!

A UFPB está sem a menor condição de formar nem pesquisadores tampouco profissionais ao mercado, e novos educadores nem pensar! Posto que nem UFPB, Sociedade e Mercado nunca se entendem nesse total desencontro.

XI. FALTA ESTRUTURA À UFPB PRA SER UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE QUALIDADE
Há que se considerar a falta de estrutura à UFPB pra que ela se torne uma Universidade Pública de Qualidade. Pudera! A UFPB desmantelada e sucateada como está quem vai querer ir pra lá? Há que se investigar a fundo o que ocorre na administração da UFPB. “MEC, cadê você! Eu vim aqui só pra lhe vê!”

Apertem a Reitoria ou a Comunidade Científica Universitária que lhe dá respaldo.

O Campus I, que se localiza na Capital da Parahyba, a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585, sequer tem área de extensão que se lhe justifique ser uma Universidade de Qualidade.

Posto ainda que o Campus I da UFPB é pequeno, espremido, acanhado, tudo condensado pra pior, uma vez que não se verticaliza nem tampouco se expande com qualidade na horizontalidade. Até mesmo porque não tem mais pra onde ir nem crescer e aparecer no mapa das instituições de ensino superior com qualidade em a sua tríade que lhe sustenta por meio duma base sólida, a saber: ensino, pesquisa e extensão.

XII. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Afinal que UFPB é essa? Tem boi na linha! Ou tem armação!

Atenção! Atenção!

Corpo docente, discente e funcionários, não aceitem óculos sem lentes porque isso é armação!

E aqui cabe logo o primeiro pressuposto: quem vai à UFPB? E logo vem o segundo pressuposto tangido pelo primeiro e principal também: Aonde vai a UFPB caminhando pra trás assim?

Diga lá Reitoria, o povo da Paraíba quer saber tim tim por tim tim! Qual o porquê disso tudo? Sabe por que? Porque contribui com o erário público, impostos que sustentam essa Universidade Pública/UFPB desde mesmo a sua cena inaugural, a sua origem.

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

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O HOMEM QUE VIROU SUCO NO COQUEIRAL

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O HOMEM QUE VIROU SUCO NO COQUEIRAL
* Montgomery Vasconcelos
Trata-se duma personagem curiosa que todos moradores do Coqueiraconhecem há mais de 30 anos. Há quem diga que o Homem Guarda-Chuva 24 Horas do Coqueiral é fundador do bairro-cidade Mangabeira, contando hoje com quase 200 mil habitantes.

O curioso mesmo é que o Homem Guarda-Chuva 24 Horas do Coqueiral anda o dia e à noite toda, quer chova quer faça sol, armado com o seu guarda-chuva. É como se fosse esse seu guarda-chuva uma arma belicosa a lhe proteger por onde ele passa pelas ruas, praças, lanchonetes, restaurantes, pizzarias, bares, botequins, igrejas, quadras, escolas, faculdades, postos de gasolina, de saúde, escondendo-se por trás de postes e demais recintos, tanto de Mangabeira I quanto de toda Praça do Coqueiral.

Corre em bocas de Matilde que o Homem Guarda-Chuva 24 Horas do Coqueiral, após sofrer uma enorme decepção na sua existência pregressa como advogado, numa causa processual crítica e muito difícil à jurisprudência paraibana, passou a se comportar assim de forma tão estranha e excêntrica.

Haja vista ainda ser o Homem Guarda-Chuva 24 Horas do Coqueiral também um Doutor Advogado de renome na Parahyba, além duma lenda local que vê nele uma possível releitura do bairro-cidade Mangabeira, com quase 200 mil habitantes. É notável a sua semelhança com o poeta de cordel Deraldo José da Silva, uma das performances que realiza o maior ator do Brasil, José Dumont, em “O Homem que Virou Suco”, filme de João Batista de Andrade, quem o define assim:

“É um sujeito inteligente e de caráter flutuante. Mais brasileiro impossível.” (José Dumont, 2017)

Outra releitura semelhante essa que se faz também por meio desse povo de luta mangabeirense, contemplando a sua maior performance de todos os tempos sobre a saga da migração de operários do Nordeste ao Sudeste por meio de José Dumont, o maior ator do Brasil em inúmeras obras da Sétima Arte como “Gaijin – Caminhos da Liberdade”, da cineasta Tizuka Yamazaki, dirigindo-o nessa sua apresentação dum “Parahyba” original quem, também, melhor descreve sua Terra natal por meio da variante linguística “varei”, só vista, criada em solo paraibano e aqui:

” _ Me chamo Ceará, mas sou filho natural do Estado da Paraíba. A Paraíba é como uma mulher muito bonita, com um vestido velho e rasgado, quer dizer, Ela é pobre, mas muito bonita.”

Nesse mesmo diapasão, José Dumont atua de forma genial em “O homem que virou suco” (1981) e na mesma proporção original, virtuoso e verossímil.

Trata-se duma película cinematográfica do cineasta cearense João Batista de Andrade, que se universalizou na expressão idiomática ou variante linguística “VAREI”, originalmente paraibana, por meio de seu ator, repita-se, o maior do Brasil, também paraibano, José Dumont, quem outrora ganhou o Prêmio Medalha de Ouro (1981) em Moscou, na Rússia, e Melhor Ator no Festival Internacional de Huelva (1981) na Espanha ao interpretar com maestria universal e imprescindível “O Homem que Virou Suco”.

José Dumont agora é do Mundo, mas saiu de sua aldeia Bananeiras-PB e chegou ao ápice da Sétima Arte por meio doutras suas performances imprescindíveis em clássicos da poética brasileira como: “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto; “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa; “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna; “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector; e demais.

“O Homem que Virou Suco”, dentre outras tantas manifestações poéticas, é a expressão que melhor representa a saga da migração desse povo do Nordeste ao Sudeste e chegando lá se desmancha no ar. São fotossemióticas nas quais José Dumont atua com tamanha soberba por meio de performances versáteis duma saga sobre um operário modelo.

Operário modelo esse que se revolta na hora h em que vai receber o seu Prêmio Notório do Saber Fazer na Era Industrial, Tecnológica, Cibernética e Midiática de sua Reprodutibilidade, em contraponto com outro poeta de cordel, Deraldo José da Silva (José Dumont) também migrado do Nordeste e devorado pela máquina de moer gente, a metrópole de São Paulo-SP, no Brasil dos anos 1981 ainda sem identidade porque se trata dum país colonizado feliz dos EUA.

Graças às performances de operário modelo e poeta de cordel (Deraldo José da Silva) realizadas pelo maior ator do Brasil, José Dumont, em “O Homem que Virou Suco”, película cinematográfica essa que retrata a epopéia do Ser tão do Nordeste, na qual esse genial ator também migrado da aldeia de Bananeiras-PB, alcança à cena inaugural da Sétima Arte do Mundo por meio de inúmeras premiações, ao menos, citem-se 7 que são 8, a saber:

1. Festival Internacional de Moscou (1981)
• Recebeu a Medalha de Ouro (Melhor Filme)

2, Festival de Gramado (1981)
• Venceu nas categorias de Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Ator Codjuvante.

3. Festival de Brasília (1980)
• Venceu na categoria de Melhor Ator.

4. Festival Internacional de Huelva (1981) (Espanha)
• Venceu na categoria de Melhor Ator.

5. Juventude Soviética – Moscou (1981)
• Recebeu o Prêmio Mérito Humanitário.

6. Festival de Nevers (1983)
• Venceu nas categorias de Melhor Filme e Prêmio da Crítica.

7. Outros prêmios[editar | editar código-fonte]
• Prêmio Qualidade Concine (1983) (Brasil)
• Prêmio São Saruê, concedido pela Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro (1983)[carece de fontes]

Está na hora de o Brasil por meio também de a sua Sétima Arte (Cinema, Teatro, Performance, Representação, Rádio & TV) segundo Ricciotto Canudo (1912) na sua obra “Manifesto das Sete Artes”, prestar uma grande homenagem ao maior ator do país, José Dumont. E se assim o Brasil fizer essa tão merecida homenagem ao seu maior ator, José Dumont, a faz tardiamente, posto que a Rússia e a Espanha já a fizeram, quando saíram bem na frente e muito antes, nos anos de 1981.

Posto ainda que José Dumont atua neste 2018 na performance conselheira frente a todo o elenco por meio da série “Onde nascem os fortes”, participação especial como Sebastião, o Tião das Cacimbas, que vai ao ar todos os dias úteis, de 2° à 6° feira, das 23h às 24h., pela Rede Globo de Televisão.

* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

BRASIL IMPÉRIO x BRASIL REPÚBLICA

BRASIL IMPÉRIO x BRASIL REPÚBLICA
* Montgomery Vasconcelos
67 anos de Brasil Império 1822-1889 x 129 anos de Brasil República 1889-2018. Com esse jogo a Copa tá Russa! Por certo, o povo brasileiro tá Putin com esse jogo, também, pois vem perdendo em todos os setores sociais, econômicos, políticos, culturais, judiciais, filosóficos, educacionais, diplomático, antropológicos, ambientais, territoriais, bem como em todas as demais áreas do saber.
É como se pra esse povo brasileiro não lhe bastasse o desemprego, a pobreza e já vivendo em petição de miséria, o temor de Dom Pedro II: “Que se venda a última pérola da Coroa, mas que nenhum brasileiro venha morrer de fome!”
Todavia, é como bem diz um dos mentores intelectuais e eminência dos Orleans & Bragança, o Príncipe Imperial, Dom Bertrand: “E o Povo é bom!”
Dom João VI às portas do ano de 1808 em Portugal, encontrando-se acuado pela ameaça de Napoleão Bonaparte, quem já havia anunciado-lhe invasão à nação portuguesa, elaborou uma estratégia de mestre junto à corte inglesa, também, quem lhe financia todo o seu plano de fuga prodígio à Colônia Lusa chamada Brasil, deixando assim o Imperador da França de 4, ‘a ver navios’, e destronado como se houvesse caído numa cena patética de “coroação-destronamento” ou “coroação-bufa”, categorias essas da literatura carnavalizada, estudadas no limiar do século XX pelo filólogo russo Bakhtin.
Nem é à-toa que Dom João VI cria do nada uma nação brasileira a seu modo e bel prazer junto aos nativos, quem lhe ama e lhe adora, chamando-lhe cordialmente de rei comilão, glutão, guloso, bonachão, dado ao seu caráter exagerado, excêntrico, despojado, flexível, escorregadio, sábio, generoso, condescendente, precedente e repleto de bravatas, negociatas desvantajosas e outras tantas maracutaias aplicadas aos seus próprios negociadores quem, também, lhe tentam surrupiar em vão.
Eis pois aqui os novos costumes europeus da Corte Lusa juntos aos da nova Colônia Brasil e ambos assim expostos às maracutaias de Dom João VI, muito maiores infinitamente do que as de Lula, e como ele, também Rei de Portugal e Algarves, é consabido de todos os expertise do mundo dos negócios o maior empreendedor de todos os tempos, tanto na Europa quanto na América do Sul, a saber:
trocas de títulos aos bem aquinhoados em grandes, médias e pequenas fortunas por doações vultosas à coroa; empréstimos vultosos de bens à coroa em troca da criação dum novo banco central que se chamou Banco do Brasil; criação da casa da moeda por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos da corte real luso-brasileira; criação da abertura dos portos, do museu nacional, da biblioteca nacional, da universidade pública do Brasil por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos e cidadãs, bem aquinhoados e estabelecidos aqui já na Corte Luso-Brasileira, situada no novo hemisfério do Continente América do Sul. E assim o assediavam como uma febre por mais títulos dos que lhes podiam dar desde que os comprassem por somas sempre vultosas à Corte Real.
Assim, a Universidade Pública no Brasil foi criada desde mesmo 1808, também, por Dom João VI à luz do modelo europeu, que só servia às classes dominantes, mas quando chega à Colônia de Portugal, o Brasil, continua com esse mesmo propósito de só servir, agora, à Corte Real Luso-Brasileira, instalada aqui desse modo, a saber:
reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, duquesas, condes, condesas, viscondes, viscondesas, barões, baronesas, marqueses, marquesas, embaixadores, embaixatrizes, demais familiares e preferidos seus, todos participantes da nobreza real do rei luso-brasileiro, exceto a plebe, a ralé, de mesma sinonímia e/ou relatividade equidistante ao povo.
Enfim, será de novo, agora, a vez dos Orleans & Bragança, descendentes diretos da linhagem de Dom João VI, quebrarem o sistema de governo da República por meio de sua única solução, Brasil Império, tendo em vista que todo esse modo governamental republicano se afundou como sistema político e perdeu por completo a governabilidade?
* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira/PUC-Rio, Especialização e Graduação em Letras/UFPB, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB)

 

NO TERREIRO DA USINA

NO TERREIRO DA USINA
(Autor: Montgomery Vasconcelos/FUCIRLA-PB)

I. INTRODUÇÃO
Avôhai começa Na Pedra de Turmalina e ao chegar à Pedra do Reino, ambas, também, formam a cultura da Parahyba do Norte por meio da epopeia sertaneja de Zé Ramalho e Ariano Suassuna, ambos já consagrados na mesma galeria de Augusto dos Anjos, Pedro Américo, Zé Américo, Zé Lins, Jackson do Pandeiro, Leandro Gomes de Barros, Otacílio Batista, Oliveira de Panelas, Jaguaribe Carne, Lucy Alves, Badu Alves e demais autores como Luis Ramalho “No anonimato dos afetos escondidos”, que vêm pintando o 7 nos 431 anos culturais dos “Parahybas”.

II. GALO NO TERREIRO DOS OUTROS É PINTO
Qual “Parahyba” nunca ouviu, por onde andou nos 5 Continentes, bairrismos xenófobos como esses: “Galo no terreiro dos outros é pinto” ou “Vindo donde vem Parahyba, e chegando aqui como chegou, já foi longe demais.” Em definitivo, não foi diferente com o Leão do Norte, Ricardo Vieira Coutinho, o atual governador paraibano, quando ciscou e chafurdou “No Terreiro da Usina” das velhas e surradas oligarquias dos coronéis eletrônicos.

Esses Coronéis Eletrônicos são aqueles mesmos que manipulavam a coisa pública a seu bel prazer e em benefício próprio, como se fossem donos dos “Parahybas”, colonizados felizes e de seus destinos desde a velha e tão sofrida Parahyba do Norte nos idos de 5 de agosto de 1585, quando se fundou a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil.

III. CABRA MARCADO PRA MORRER NA POÉTICA RAMALHIANA

Eis aqui também porque em seu espetáculo Zé Ramalho tremia trepidante em o seu canto libertador, próprio duma epopeia sertaneja de colonizados felizes escravizados, tais como os finados “Tôca”, no poema “Gemidos de Arte” da “Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”, e João Pedro Teixeira, o “Cabra Marcado pra Morrer” nas Ligas Camponesas de Sapé-PB e aqui por meio da poética ramalhiana.

“Cabra Marcado pra Morrer” esse por obra e graça das velhas e surradas oligarquias dos coronéis eletrônicos, que se transformaram e mudaram de cor feito camaleões numa nova ordem perigosa de “coronelismo eletrônico”, com o qual acabam de dar o Golpe/2016 no Brasil. É por isso que O Leão do Norte, governador Ricardo Coutinho, tem de ciscar e chafurdar agora noutro nível: “No Terreiro da Usina” Brasil por meio das eleições presidenciais de 2018. E a Parahyba do Norte há que indicar seu nome junto à Convenção Nacional de seu Partido.

IV. PARAHYBA, A TERCEIRA CAPITANIA HEREDITÁRIA MAIS ANTIGA DO BRASIL

A 5 de agosto de 2016, sexta-feira, às 20h30min., aconteceu o espetáculo Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba, no Centro de Convenções, o mais novo da América, por iniciativa do Secretário de Estado da Cultura, o poeta Lau Siqueira, com o apoio de O Leão do Norte, Governador Ricardo Vieira Coutinho, o único, desde 1585, a quebrar o paradigma duma velha e surrada oligarquia de coronéis de outrora agora eletrônicos enfiados feito carrapatos no Palácio da Redenção.

Esses Coronéis eletrônicos são os mesmos que saqueiam o Estado desde 1585, mas agora O Leão do Norte, Ricardo Coutinho os destrona à reboque da bandeira do Nego revolucionário de 1930, servindo-lhe de palco descentralizado às Comemorações dos 431 anos culturais do povo da Parahyba do Norte, a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585.

V. ZÉ RAMALHO, A COBRA DE SETE CABEÇAS DA PARAHYBA

Zé Ramalho está pra MPB assim como Ricardo Coutinho está pra política de conjuntura nacional liderando dez governadores de estados do Nordeste e do povo do Brasil. Portanto, Povo este quem deve disponibilizar em Convenção Nacional O Leão do Norte Ricardo Coutinho à Presidência da República nas Eleições de 2018, pelos seus bons serviços prestados, despachando em cada cidade do Estado, descentralizando assim a burocracia e pintando o 7, a saber:
1. Trevo das Mangabeiras-Viaduto Geisel
2. Centro de Convenções
3. Escola Técnica de João Pessoa
4. Nova Central de Polícia
5. Reforma do Espaço Cultural
6. Programa de Inclusão através da Música e das Artes (PRIMA)
7. Condomínio Cidade Madura na Parahyba do Norte

Nesse vai-e-vem também descentralizado da Cultura da Parahyba do Norte, o seu povo ocupou o Centro de Convenções junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba e ao Zé Ramalho, que pintava o 7 e arrebatava aplausos e dividia bravos com todos presentes, quando executava o repertório da Estrela Popular de Brejo do Cruz-PB (3 de outubro de 1949) e comemorava, também, seus 40 anos de carreira, arrombando os portões da Música Popular Brasileira/MPB e derrotando seu porteiro “Cérbero”, o Cão de 3 Cabeças após vencer outra Cobra de 7 Cabeças.

VI. ZÉ RAMALHO NO ERUDITO E NO POPULAR

Zé Ramalho tanto no erudito quanto no popular açoitava e levava açoites de suas baladas que emocionavam a todos e a ele mesmo, vate sertanejo da epopeia paraibana, quem tremia trepidante com essas pérola jogadas ao ar, a saber: Avôhai, Vila do Sossego, Chão de Giz, Admirável Gado Novo, Beira Mar, Garoto de Aluguel, Jardim das Acácias, Canção Agalopada, A Terceira Lâmina e Eternas Ondas.

Foi assim que Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba propiciaram um bálsamo divino e infinito à indizível dor de todos “Parahybas”. Dor esta provocada pelo cruel, perverso e terrível Golpe de 2016, assentado em pseudo impeachment, sofrido pelos mais de 3 mil espectadores paraibanos juntos aos outros 206 milhões de brasileiros. Eis aqui a sina verde que se pensava ser apenas dos sertanejos celebrizados na frase de Euclides da Cunha em “Os Sertões”: “O sertanejo é antes de tudo um forte.”

VII. ZÉ DO BREJO QUE NEM ZÉ DA POÉTICA DE ZÉ DO 7

Assim também Zé Ramalho é este sertanejo de Brejo do Cruz-PB, quem bravamente manteve a imparcialidade de sua Poética original na concepção clássica do filósofo grego Aristóteles, quando cria um tratado sobre “Poética” pra separar a boa arte da que não presta, por não dispor do que é o verossímil como consta em Avôhai “No Terreiro da Usina” e noutras “7 Vezes”. Enfim, é o Zé do Brejo que nem se fosse Zé da poética de Zé do 7 bem como doutras numerologias que tais.

É o 7 duma única numerologia do oráculo sertanejo paraibano dos cantadores de viola e dos repentistas com seus repentes dum nobre cantador tal qual Zé Ramalho.
Oráculo esse que impreterivelmente vai rimar também “7 com espermacete” na “Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”, quem por sua vez vem pintando outro 7 junto à pintura de Pedro Américo lá na “Pedra do Reino” de Ariano Suassuna. E assim eles todos juntos e misturados são autores duma Epopeia Sertaneja da Parahyba do Norte, a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil.

VIII. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nem foi à toa que dos espectadores presentes, uns 3 mil, muitos assediaram João Azevedo pra Governador/2018, ou ainda Cida Ramos, sapeense que nem Augusto dos Anjos, cobrando dela, quando chegar à Prefeitura da Capital paraibana, manter as conquistas dos trabalhadores da Parahyba do Norte, que estão indo pelo ralo abaixo como o Estatuto do Idoso, o Restaurante Popular, a Mobilidade Urbana e as Barreiras da Ponta do Seixas, por meio de seu oráculo “Pintar o 7”.

Oráculo esse repita-se aqui tão bem enfatizado por Zé Ramalho exemplarmente em a sua epopeia sertaneja da Parahyba do Norte. Epopeia esta lembrada em “Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor”, por meio doutra parceria sua com o cantador de viola e repentista Otacílio Batista, mais um ícone libertário na literatura popular e nos movimentos de resistência cultural da Parahyba do Norte.

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

NO TERREIRO DA USINA

 https://youtu.be/IetGmUmMjIA
NO TERREIRO DA USINA
Avôhai começa Na Pedra de Turmalina e ao chegar à Pedra do Reino, ambas, também, formam a cultura da Parahyba do Norte por meio da epopeia sertaneja de Zé Ramalho e Ariano Suassuna, ambos já consagrados na mesma galeria de Augusto dos Anjos, Pedro Américo, Zé Américo, Zé Lins, Jackson do Pandeiro, Leandro Gomes de Barros, Otacílio Batista, Oliveira de Panelas, Jaguaribe Carne, Lucy Alves, Badu Alves e demais autores como Luis Ramalho “No anonimato dos afetos escondidos”, que vêm pintando o 7 nos 431 anos culturais dos “Parahybas”.
Qual “Parahyba” nunca ouviu, por onde andou nos 5 Continentes, bairrismos xenófobos como esses: “Galo no terreiro dos outros é pinto” ou “Vindo donde vem Parahyba, e chegando aqui como chegou, já foi longe demais.” Em definitivo, não foi diferente com o Leão do Norte, Ricardo Vieira Coutinho, o atual governador paraibano, quando ciscou e chafurdou “No Terreiro da Usina” das velhas e surradas oligarquias dos coroneis.
Esses Coroneis são aqueles mesmos que manipulavam a coisa pública a seu bel prazer e em benefício próprio, como se fossem donos dos “Parahybas”, colonizados felizes e de seus destinos desde a velha e tão sofrida Parahyba do Norte nos idos de 1585.
Eis aqui também porque em seu espetáculo Zé Ramalho tremia trepidante em o seu canto libertador, próprio duma epopeia sertaneja de colonizados felizes escravizados, tais como os finados “Tôca”, no poema “Gemidos de Arte” da “Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”, e João Pedro Teixeira, o “Cabra Marcado pra Morrer” nas Ligas Camponesas de Sapé-PB.
“Cabra Marcado pra Morrer” esse por obra e graça das velhas e surradas oligarquias dos coroneis, que se transformaram e mudaram de cor feito camaleões numa nova ordem perigosa de “coronelismo eletrônico”, com o qual acabam de dar o Golpe/2016 no Brasil. É por isso que O Leão do Norte, governador Ricardo Coutinho, tem de ciscar e chafurdar agora noutro nível: “No Terreiro da Usina” Brasil por meio das eleições presidenciais de 2018. E a Parahyba do Norte há que indicar seu nome junto à Convenção Nacional de seu Partido.
A 5 de agosto de 2016, sexta-feira, às 20h30min., aconteceu o espetáculo Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba, no Centro de Convenções, o mais novo da América, por iniciativa do Secretário de Estado da Cultura, o poeta Lau Siqueira, com o apoio de O Leão do Norte, Governador Ricardo Vieira Coutinho, o único, desde 1585, a quebrar o paradigma duma velha e surrada oligarquia de coroneis enfiados feito carrapatos no Palácio da Redenção.
Esses Coroneis são os mesmos que saqueiam o Estado desde 1585, mas agora O Leão do Norte, Ricardo Coutinho os destrona à reboque da bandeira do Nego revolucionário de 1930, servindo-lhe de palco descentralizado às Comemorações dos 431 anos culturais do povo da Parahyba do Norte.
Portanto, Povo este quem deve disponibilizar em Convenção Nacional O Leão do Norte Ricardo Coutinho à Presidência da República nas Eleições de 2018, pelos seus bons serviços prestados, despachando em cada cidade do Estado, descentralizando assim a burocracia e pintando o 7, a saber:
1. Trevo das Mangabeiras-Viaduto Geisel
2. Centro de Convenções
3. Escola Técnica de João Pessoa
4. Nova Central de Polícia
5. Reforma do Espaço Cultural
6. Programa de Inclusão através da Música e das Artes (PRIMA)
7. Condomínio Cidade Madura na Parahyba do Norte
Nesse vai-e-vem também descentralizado da Cultura da Parahyba do Norte, o seu povo ocupou o Centro de Convenções junto à Orquestra Sinfônica da Paraíba e ao Zé Ramalho, que pintava o 7 e arrebatava aplausos e dividia bravos com todos presentes, quando executava o repertório da Estrela Popular de Brejo do Cruz-PB (3 de outubro de 1949) e comemorava, também, seus 40 anos de carreira, arrombando os portões da MPB e derrotando seu porteiro “Cérbero”, o Cão de 3 Cabeças após vencer outra Cobra de 7 Cabeças.
Zé Ramalho açoitava e levava açoites de suas baladas que emocionavam a todos e a ele mesmo, vate sertanejo da epopeia paraibana, quem tremia trepidante com essas pérola jogadas ao ar, a saber: Avôhai, Vila do Sossego, Chão de Giz, Admirável Gado Novo, Beira Mar, Garoto de Aluguel, Jardim das Acácias, Canção Agalopada, A Terceira Lâmina e Eternas Ondas.
Foi assim que Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba propiciaram um bálsamo divino e infinito à indizível dor de todos “Parahybas”. Dor esta provocada pelo cruel, perverso e terrível Golpe de 2016, assentado em pseudo impeachment, sofrido pelos mais de 3 mil espectadores paraibanos juntos aos outros 206 milhões de brasileiros. Eis aqui a sina verde que se pensava ser apenas dos sertanejos celebrizados na frase de Euclides da Cunha em “Os Sertões”: “O sertanejo é antes de tudo um forte.”
Assim também Zé Ramalho é este sertanejo de Brejo do Cruz-PB, quem bravamente manteve a imparcialidade de sua Poética original na concepção clássica do filósofo grego Aristóteles, quando cria um tratado sobre “Poética” pra separar a boa arte da que não presta, por não dispor do que é o verossímil como consta em Avôhai “No Terreiro da Usina” e noutras “7 Vezes”.
É o 7 duma única numerologia do oráculo sertanejo paraibano dos cantadores de viola e dos repentistas com seus repentes dum nobre cantador tal qual Zé Ramalho.
Oráculo esse que impreterivelmente vai rimar também “7 com espermacete” na “Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”, quem por sua vez vem pintando outro 7 junto à pintura de Pedro Américo lá na “Pedra do Reino” de Ariano Suassuna. E assim eles todos juntos e misturados são autores duma Epopeia Sertaneja da Parahyba do Norte.
Nem foi à toa que dos espectadores presentes, uns 3 mil, muitos assediaram João Azevedo pra Governador/2018, ou ainda Cida Ramos, sapeense que nem Augusto dos Anjos, cobrando dela, quando chegar à Prefeitura da Capital paraibana, manter as conquistas dos trabalhadores da Parahyba do Norte, que estão indo pelo ralo abaixo como o Estatuto do Idoso, o Restaurante Popular, a Mobilidade Urbana e as Barreiras da Ponta do Seixas, por meio de seu oráculo “Pintar o 7”.
Oráculo esse repita-se aqui tão bem enfatizado por Zé Ramalho exemplarmente em a sua epopeia sertaneja da Parahyba do Norte. Epopeia esta lembrada em “Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor”, por meio doutra parceria sua com o cantador de viola e repentista Otacílio Batista, mais um ícone libertário na literatura popular e nos movimentos de resistência cultural da Parahyba do Norte.
Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

O CASO REBECA: ESTUPRO COLETIVO DUMA BESTIALIDADE IMPUNE E IMORAL NA PARAHYBA DESDE 2011

O CASO REBECA: ESTUPRO COLETIVO DUMA BESTIALIDADE IMPUNE E IMORAL NA PARAHYBA DESDE 2011
(Autor: Montgomery Vasconcelos/FUCIRLA-PB)
“Existe mais mistério entre o Céu e a Terra do que possa sonhar nossa vã filosofia.” (Shakespeare)
I. INTRODUÇÃO
O Caso Rebeca como se fosse um conjunto de pressupostos insolúveis desmoraliza a Segurança Pública da Parahyba porque sendo seu “modus operandi” apenas de periculosidade primária, elementar, cartilha do ABC, ainda vem arrastando-se desde 2011 sem ser desvendado nem tampouco trazer esperança de ser feita a Justiça?
II. A PALAVRA À PROMOTORIA PÚBLICA DA PARAHYBA
Foram esses pressupostos que levaram o Promotor Público do Estado da Parahyba, a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585, Dr. Marinho Mendes a chegar à conclusão, em Entrevista ao Programa de Notícias e Informativo Jornal das XVIII, assinado pelo radialista Neto Fernandes, na Rádio Mangabeira FM-PB, numa quinta-feira, a 16-3-2017, às 18h30min.:
“O CASO REBECA FOI MAU IINVESTIGADO!” (Promotor Público do Estado da Parahyba Dr. Marinho Mendes, 16/3/2017, 18h30min.)
III. A TRAMÓIA ENTROU PELA PERNA DO PATO, SAIU PELA PERNA DO PINTO, E SEU REI MANDOU CONTAR MAIS CINCO
Embora estejam envolvidos nesse Caso Rebeca policiais de alta patente a mais baixa, na hierarquia da Escola Militar, Comandante, tenente-capitão a cabo, que vendeu a suposta prova desse crime, uma arma proibida por lei de fazer parte do armamento da Polícia Militar, ainda assim existe uma luz no fim do túnel: O Promotor Dr. Marinho Mendes e a Drª. Laura Berquó, dos Direitos Humanos-PB, intercedem a favor dos fracos e oprimidos: os pais de Rebeca. Muito embora que essa tramóia já entrou pela perna do pato, saiu pela perna do pinto, e seu rei mandou contar mais cinco!
IV. O FEITIÇO QUE VIROU CONTRA O FEITICEIRO ENGEMBROU DE VEZ AGORA
Observa-se ainda que depois de tanto tempo sem ser desvendado esse crime hediondo desde 2011, as responsabilidades criminais agora, pasmem, vem sendo transferidas aos pais da adolescente Rebeca. Sendo mais preciso ao seu padastro, e fragilizando por demais também a sua progenitora, lembrando assim o ditado popular: “O pau só quebra nas costas dos mais fracos.” Enfim, seria melhor até se pensar o contrário disso tudo como o feitiço que virou contra o feiticeiro engembrou de vez agora.
Desse modo, o Caso Rebeca vem tornando-se uma bestialidade impune na Segurança Pública da Parahyba, jamais pelo fato da adolescente de apenas 15 anos ter sido barbaramente torturada, sodomizada e executada sumariamente com seis tiros de pistola 380, arma de guerra privativa do exército, proibida à Polícia Militar da Parahyba/PM-PB.
V. A TERGIVERSAÇÃO DO COMISSÁRIO DE POLÍCIA DEVORANDO O CASO REBECA
O Caso Rebeca de execução sumária é injustificado sob quaisquer hipóteses por meio de seu comportamento social quer de postura quer de compostura da jovem adolescente, mas porque se perde a esperança da Justiça ser feita na Capital do Estado da Parahyba.
Trata-se dum estranho expediente sobre a tergiversação dum possível Comissário de Polícia agindo à moda francesa e devorando selvagemente a vítima. É como se ele, o Comissário de Polícia à moda francesa, um cão de guarda às avessas, estivesse diante duma ceia antropofágica posta à mesa e o seu menu fosse o próprio Caso Rebeca.
VI. O ALOPRADO CALÍGULA, IMPERADOR ROMANO DEGENERADO, CAINDO DE PÁRA-QUEDAS NO CASO REBECA
Ressalte-se aqui que tal tortura, sodomia cruel, desumana e impiedosa, à moda do paganismo satanizado do aloprado Imperador Romano Calígula, degenerado e excêntrico, vem aqui caindo de pára-quedas nesse Caso Rebeca. Bizarrice degenerada à moda de Calígula essa que fora imitada por um bando de malfeitores, tendo como seus cúmplices supostos policiais militares paraibanos.
Tais supostos militares envolvidos nesse Caso Rebeca vêm maculando assim uma ordem tradicional da lei estadual: A Polícia Militar-PB, que se perde no labirinto dum “modus operandi” trivial, óbvio e ululante de seu também suposto e dedutivo corporativismo.
VII. A POLÍCIA MILITAR DA PARAHYBA ATIRA NO PRÓPRIO PÉ COMO SE FORA ATINGIDA PELO FOGO AMIGO
Convém ressaltar aqui que esse Corporativismo detona um tremendo disparo nas pernas da Polícia Militar-PB, impedindo-a de andar pra frente e de fazer o que tem de ser feito: resolver o Caso e prender os culpados, doa a quem doer e aconteça o que acontecer. Enfim, a Polícia Militar da Parahyba/PM-PB agindo assim atira no próprio pé como se fora atingida pelo fogo amigo.
Posto ainda que pra esses suspeitos de crime hediondo se lhe matam escapam mortos, conforme ocorreu com um servidor público do DETRAN-PB. Posto ser este a mola mestra e/ou a alavanca de Arquimedes e do mentor intelectual do homicídio, mas que agora jaz no arquivo morto desse Caso Rebeca: a bestialidade impune e imoral na Parahyba desde 2011.
Constata-se pois que a Polícia Militar/PB vem sendo desmoralizada pelo seu fogo amigo jamais por esse Caso Rebeca: estupro coletivo duma bestialidade impune e imoral na Parahyba desde 2011.
VIII. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Eis o motivo pelo qual os Defensores dos Direitos Humanos e o Promotor do Estado da Parahyba Dr. Marinho Mendes e Drª. Laura Berquó pedem que o corpo de Rebeca seja exumado, a fim de que se possa colher provas materiais imprescindíveis à elucidação dessa barbárie de estupro coletivo. Eis pra eles como se encontra o Caso Rebeca: estupro coletivo duma bestialidade impune e imoral na Parahyba desde 2011.
Haja vista ainda que muitos delegados e delegadas em torno duns dez foram nomeados pra esse Caso Rebeca: estupro coletivo duma bestialidade impune e imoral na Parahyba desde 2011, mas quando iam aproximando de desvendar seu crime hediondo, logo eram afastados. Destarte, levando a crer que tudo nele suposto pode ser provado e digno da verdade.
Prof. Dr. Montgômery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

O SOM DO SILÊNCIO À MUSA DO COQUEIRAL EM 2018

O SOM DO SILÊNCIO À MUSA DO COQUEIRAL EM 2018
I
Se o luar-prata de seus olhos penetrasse
O castanho-romântico de minhas retinas
Veria em meu pulso o verde-esperança dá-se
À Coragem Musa Coqueiral em serpentinas.

Se a Lua em Carnaval de seus olhos amasse
O castanho-flor mais felino do EU traquinas
Veria meu coração Leão das Colombinas
Beijar seu rosto lindo quando EU o tocasse.

Por isso caí logo em Carnaval Cúmplice
De minha própria traição tão amorosa,
Pois pensei denunciar um dia o seu olhar,

Rápido como um raio de Feitiço Tríplice,
Cerrando as portas da Saudade duma Rosa,
Que se fez Musa Coqueiral só pra EU amar.

II
Hoje ela passou tão depressa que queria
Chegar ontem. Tudo isto pra fugir de mim.
Como é duro este desprezo feito agonia,
Que me deixa como as flores mortas sem jardim.

Como um foguete americano, parecia
Tão veloz que se perdia em balas de festim.
Dando em troca de nada a vida em harmonia,
Que se perdia pelas manchetes do pasquim.

Bom. Eis seu recurso pra recusar alguém.
Mas, atualmente é impossível se mentir,
Mesmo, tão prodigiosamente não convém.

A verdade que sentimos, isto não mantém,
Por muito tempo, uma emoção, que só quer ferir
Com tanta certeza, que não volta mais quem vem.

III
Deixe EU olhar pro silêncio de seu rosto!
Deixe EU molhar com o orvalho de sua boca,
Meu pensamento em ti, que foi imposto
Por tua grande e formosa beleza moça!

Deixe EU mergulhar no profundo de seu Ser,
Sentir no véu translúcido de sua alma,
Minha vontade incontrolável de viver
Mergulhando na imensidão de sua calma!

Habitar na transcendência do seu sonho;
É outro sonho que quero concretizar;
Conjugando eternamente seu verbo amar!

Penetrar no seu âmago me proponho,
Rebuscando novos amores num sonhar,
Que simboliza a liberdade pra EU voar!

IV
Você parece um poema, que emociona
Logo de primeira ao ser lido, no alvorecer
Das verdes lindas manhãs, que me impressiona
Com as páginas do seu rosto a me entorpecer.

Ao ver-lhe um coração parado funciona
E grita aos quatro cantos do mundo o que fazer,
Com tão radiante beleza, que aprisiona
Seu dono amordaçado, carente de prazer.

Faz-me tão mais forte em sua companhia,
Capaz dum batalhão vencer atrás de glória,
Que não me atrevo deixar de lhe ver um só dia!

Se EU fosse um bom pintor, aos poucos pintaria
Esse seu meigo rosto na minha memória,
Pra nunca esquecer sua estupenda harmonia!

V
Não se diz com palavras um grande amor,
Mas, concretamente com sentimentos.
É amando que se nega os momentos
Duma falsa imaginação sem pudor.

Combate terrível, tremendo furor,
Que não há regras nem impedimento.
Pra escapar desse horrível tormento
É preciso ser o mais hábil ator.

Deixar a saudade bater às portas,
Não tornar mais difícil a harmonia,
Escrevendo certo por linhas tortas.

Ressuscitar todo dia as leis mortas,
Sem perder um momento a sintonia,
Irrigando os amores dessas hortas!

VI
Um rosto puro de criança que você tem,
Ao escapar seu olhar em nossa direção.
Na verdade igual a ele não há mais ninguém.
Oh! Bendita Musa dai-me seu coração.

Assunto esse explorado que EU desenvolvo,
Parece um disco com falhas, sempre a repetir,
Deixando-me cheio de dedos como um polvo,
Na música-vida que cansaram de ouvir.

Pra que tanta evolução, se o fingimento
É quem nos comandará em todo momento.
Assim, prefiro ser velho pra sempre lhe amar.

Prefiro voltar nesses longos tempos idos,
A trilhar num futuro de desconhecidos,
Que jamais saberei se poderei lhe encontrar.

VII
A maior prova da saudade é a certeza
Da necessidade dum novo reencontro.
Como o destino é um belo desencontro,
Nos impedirá de ter sempre essa firmeza.

Por isso lhe evitar ao máximo possível
Não é desprezar-lhe. É amar-lhe mais e mais
Na sua ausência, prova maior sem fiscais,
Pois lhe perder estando consigo é horrível.

É estranho esse amor sem aproximação.
E não se sabe se é ódio ou paixão,
Pois, amo com a paixão do ódio ou odeio

Com a paixão do amor. – isto é tão forte,
Que coisa alguma é igual ao seu porte.
Oh! Deus, não me enlouqueça nesse rodeio.

VIII
Toda natureza pára pra admirar
Seu corpo, que passeia num cenário torto,
Radiando amor e dando vida ao morto,
Que queria ser o dono desse meigo olhar.

Serei sua vítima a qualquer momento,
Se quereis fazer-me mais um pequeno favor.
Menina! Consola-me da inefável dor,
Porque já não suporto tamanho tormento!

Veja! O sofrimento vai além do grito,
Quando fazemos reviver um grande mito,
Que nos vem tirar todos direitos de viver.

Não sei se sempre fui bom com o bom vizinho,
Nem se honrei pai e mãe com muito carinho,
Só sei que tudo é pouco pra lhe merecer.

IX
Ingênua! És irmã da inocência,
Vês! Que todo homem é por natureza mal;
Antes fosse ele tão sem competência,
Pois lhe preservaria toda com a moral.

Essa humanidade é tão ignorante,
Que nem ao menos pensou lhe conservar.
Abrindo tão depressa as portas ao retirante
Dos campos de combate que lhe foram provar.

Por ordens comandadas na luta sangrenta
Da destruição estúpida, violenta,
Daquelas tão trevosas em noites de quintais.

Que não saia tão cedo de nossa cabeça,
Todo homem poderoso que lhe ofereça
Nocaute levado à paz em distintos locais.

X
Dia três do mês de Momo. Noto mudança.
Ela corta o cabelo quase curto
E estava bem mais rápida que um vulto.
Isso me deixou estranho e sem esperança.

Matutei… Matutei… Matutei… e matutei,
Mas não consegui achar nada que provasse
Que EU existisse pra alguém que me achasse
Naqueles tormentos das aflições que rolei.

Desespero oculto que tinha conformação:
Dum choro sem lágrimas, dum grito abafado,
Duma viagem com regresso ao seu lado.

Mas aí houve momentos de pura emoção,
Era como criança, que brincava nua,
Pulando eufórica no meio da rua!

XI
Quem lhe disse que viver é um mar
De rosas ou um paraíso adâmico?
Ingenuidade nem aos poetas amar,
Quem dirá no seu código islâmico.

Bom mesmo é pôr os pés no chão,
Todo dia que nem a Musa Coqueiral
Quer chova quer faça sol o coração
Dela nem se toca à luz do Carnaval.

Dê seus pulos aí, se vire nos trinta,
Faça bico, biquinho com sua trinca,
Mas na solidão de quem nasce só,

De quem mesmo que você tem dó?
Negue amor ao coração explodindo,
Se viver fosse bom se nascia rindo.

XII
eita… a melhor notícia desse 2017:
leão casa nesse ano novo com ela:
musa coqueiral e bem no ano dela,
conforme vem escrito a 7 do mês…

mas tá faltando tudo: ela lhe aceitar,
ela lhe admirar, enfim ela… lhe amar…
também, o que você fez, só o nada,
tá doído, como casar com a amada

ainda mais agora: ela emancipou…
foi à luta, ficou mais independente,
mais linda, mais mulher e já amou.

vai encarar, vai arregar borra-botas,
vai desistir de tudo feito o carente
pusilânime fugindo à luta de cotas.

XIII
Amanhece à luta que anoitece
Pra Musa Coqueiral no Laranjal,
Mas sua vida custa + que prece
Porque seu Ano Novo é especial.

Prece merece quem trabalhar
Que nem essa mulher guerreira,
Venerada igual mulher brasileira,
Paraibana, nascida na capital…

Bora orar pra Musa Coqueiral
Sã e salva pro trampo ir e voltar…
Fim de semana tem Carnaval…

Esses seus dias vêm e vão,
E nunca calam meu coração
De Leão, paciente à inexatidão.

XIV
depois desses golpes juntei meus restos,
restos mortais do carnaval medieval,
pois me levaram tudo, até emprestos,
jamais levarão minha musa coqueiral.

recuso arrependimento traíra
porque a cada dia aumento a ira.
minha confiança é igual ao cristal
quando quebra vira pó no sideral.

quem paga golpe tem um contragolpe,
nem adianta agora tergiversar,
passou a hora da gente conversar.

golpe é golpe e um contra vem a galope…
até musa coqueiral ficou muda
na praça dela, que ninguem se iluda.

XV
foi de repente, do inesperado
que me falou a musa do coqueiral,
agora à noite em céu enluarado,
com sua licença poética legal:

“boa noite, pode sim!” quando pedi
pra usar o ferro de alongamento
da praça que lhe dá o monumento.
tudo nela é perfeito pois eu medi:

voz, ritmo, olhar educado, elegante,
musa de fino trato e empolgante.
valeu à presença do imprevisível,

pois ainda estou ferido dos golpes
que tomei no corpo e n’alma de torpes
traidores da nação indizível.

XVI
musa do coqueiral é essa águia nobre
quando lhe chega à crise existencial,
a mais crítica de sua vida, bate asas
e também bate em retirada, voo alto,

desaparece, dizem que se isola noutro
ponto mais alto do planeta, por certo,
aqui na parahyba, serra da borborema,
logo, mais linda que garota de ipanema.

é questão de vida ou morte, se renova,
muda tudo, bico, penas, garras e rapina.
mas, eu, como amo essa águia-menina.

pois, depois ela volta com voo mais alto
pra me impressionar, eu nada a mostrar
pra ela, digo: sou seu e o boi não lambe.

XVII
Carnaval sem ser ano bisexto 2017
Mantenho foco: Musa Coqueiral.
Cuido bem de mim pra você pintar o 7
Fico em casa só lhe pensando igual.

Ô Musa Coqueiral nesse 2017-Carnaval
Cuido bem de mim só pra você me vê.
Quem lhe disse ter visto-me em Nepal?
Mentiu só pra querer afastar-me de você.

Têm inveja da gente brava inocente
Porque nós só pensamos um no outro.
Por isso que o nosso amor vem e fica.

Por um lado você pensa na brava gente
Por outro EU nunca dou bom dia a potro,
Chiquita Bacana lá da Martinica…

XVIII
Musa Coqueiral não entenda mal Hey Joe!
É caso de amor do século dezoito,
Época do faroeste lá nos USA…
Onde brutos também amam nos conta Poe.

Canção do Deus Fogo da música Hendrix,
Quem a imortalizou pra você Musa…
Enfrentando totem e tabu afoito…
Com tal balada anônima de Herói Mandrix.

Veja que fala de forca e carrasco…
Símbolos passados e tempos de asco,
Mas dum amor fiel que nega traição…

Valores que hoje as pessoas não verão!
A mentira tem pernas curtas Damasco!
A verdade dói, mas não cai em penhasco.

XIX
Musa Coqueiral, ninguém lhe ama como EU…
Musa Coqueiral, meu SER tá grávido de VOCÊ..
É Por isso que às vezes desapareço…
Quase sempre presente ao seu apreço…

Dou-me volta pra nunca lhe dá volta MEU
NInguém mais usa só EU o VOSSA MERCÊ…
É pro Mundo saber que só EU lhe mereço
Porque também somente EU lhe obedeço

O Mundo pára se me engravidam poesias.
Somem caminhos, faltam outras mil vias,
Mas nunca faltam amores sutis na Praça.

Um dia ainda vou sentar Praça nas Folias,
Pra vê se Musa Coqueiral pára seus dias
Pra me vê no Carnaval em sua Caça…

XX
NINGUÉM sabe o que acontece agora consigo,
Musa Coqueiral, mas sabem tudo comigo.
Parece coisa do destino mudado
Ou é brincadeira com coisas de meu passado.

Feito um estranho no ninho me sinto assim.
Parece até um feitiço de mestiço…
Ou de alguém caindo em lágrimas rir de mim…
Decerto me causa um grande rebuliço…

Pelas ruas da Cidade há um pavor
Nas pessoas que se dizem muito boas…
Mas na verdade são pessoas às toas…

Metem o malho umas nas outras sem favor,
Depois vão cantarolar fazendo loas,
Percorrendo a vida alheia em canoas.

XXI
Musa Coqueiral, por que me mata de medo?
Quase cai de costas quando lhe vi
Sem Capacete em sua Motinha Preta!
Ninguém me contou, eu mesmo a vi, sem treta!

Meu coração voou em bandas azedo!
Nunca desligo-me de SI meu Bem-te-vi!
Nunca proceda assim, morro sem mutreta.
Jamais aceito vê-la andar de muleta.

Por que você quer maltratar-me tanto assim?
Que foi que eu lhe fiz pra você me magoar?
Mas será o Benedito? Você sabe

Que eu nunca vou aceitar fugir de mim,
Ainda mais sem Capacete me matar?
Beba Coca-Cola, mas sem mim não babe!

XXII
Na verdade seus olhos nunca olharam os meus
Desde 16 (dezesseis) de abril de 2011
Quem cometeu este equívoco Prometeus?
Mas o abandono que me impõe no bronze

Prova que fui seu louco bobo da corte,
Quem ficou pra trás feito algo dum desprezo,
Que sequer se fez notar em seu menosprezo,
Depois de tanto lhe rogar socorro, vôte!

Se você soubesse o quanto lhe estimo,
Só de onda socorria meu pobre SER,
Que ficou mais catatônito sem lhe ver.

Ô Musa, por que me deixou no ínfimo?
De seu puro desamor nunca me querer
Perto do coração nem seus olhos vou ter?

XXIII
Musa do Coqueiral, sou um Parahyba,
Mais pareço um Fauno que Forte Caprino,
Desde a Lua trago-a consigo EU Menino,
Inda quando EU andava pela Guaryba!

Mas ando perdido pela nossa Terra!
Que ironia, logo aqui onde nasci,
Não posso vê você na Terra onde cresci!
Aprendi que “O Bom Cabrito Não Berra!”

Hoje, é só Carnaval, chovo sem você,
Semanas inteiras sem que eu possa lhe vê!
Mas a prudência me obriga fazer assim!

Dependesse de mim, não tava nem aí.
Se me matam escapo morto! Mas e daí?
Seu amor me fez abrir mão de SI por MIM!

monty
(poeta do coqueiral ou cyrano de bergerac coqueirense)

HÁ DOIS PÁSSAROS LIVRES DE “HABEAS CORPUS”

HÁ DOIS PÁSSAROS LIVRES DE “HABEAS CORPUS”
há um pássaro preso na gaiola
que se chama democracia,
“eu” vou soltá-lo a torto e à direita
pra ele cantar à musa do coqueiral,
sem golpe nem impeachment,
o hino nacional de toda poesia:
lula livre marielle vive!
democracia, ó minha poesia carnavalizada,
és a árvore a quem devo reclinar-me,
mas se algum dia o prazer da corrupção
vier procurar-me, assum preto… assum preto
de minha democracia antropofágica e carnavalizada,
dize a esse monstro que “eu” fugi de casa.
lula livre marielle vive!
há um pássaro preso na gaiola
que se chama carnaval, a festa da carne
ou antropofagia carnavalizada, “eu” perguntei:
por que tu choras? ele falou quero voar,
quero voar pra cantar democracia pelo ar,
pois eles são muitos, mais de cem, mais de mil,
e um juiz desmoronado, mas não podem voar…
lula livre marielle vive!
há um pássaro preso na gaiola
que se chama lula, “eu” perguntei: por que te prendem
já preso e ferido à liberdade há mais de 518 anos…
ele falou: porque se me matam escapo morto que nem
geraldo vandré, zé dirceu, che guevara e salvo
a soberania popular duma vez e ainda trago junto
minha liberdade sequestrada pelo forjado juiz
colonizado feliz do pentágono dos estados unidos da
américa do norte, o maior torturador e defensor da
sonegação das grandes fortunas parahybanas,
brasileiras, latino-americanas e de toda humanidade.
lula livre marielle vive!
monty
(poeta do coqueiral ou cyrano de bergerac coqueirense)

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