A QUEM SERVE A UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL

 

A QUEM SERVE A UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL?
Autor: Montgomery Vasconcelos (FUCIRLA/PB)

I. INTRODUÇÃO
Dom João VI às portas do ano de 1808 em Portugal, encontrando-se acuado pela ameaça de Napoleão Bonaparte, quem já havia anunciado-lhe invasão à nação portuguesa, elaborou uma estratégia de mestre junto à corte inglesa, também, quem lhe financia todo o seu plano de fuga prodígio à Colônia Lusa chamada Brasil, deixando assim o imperador françês de 4, a ver navios e destronado como se houvesse caído numa cena patética de “coroação-destronamento” ou “coroação-bufa”, categorias essas da literatura carnavalizada, estudadas no limiar do século XX pelo filólogo russo Bakhtin.

II. DOM JOÃO VI CRIA UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA MAS CORRUPTA À NAÇÃO!
Nem é à-toa que Dom João VI cria do nada uma nação brasileira a seu modo e bel prazer junto aos nativos, quem lhe chamam de rei comilão, glutão, guloso, bonachão, dado ao seu caráter exagerado, excêntrico, ridículo, flexível, escorregadio, sábio, condescendente, precedente e repleto de bravatas, negociatas desvantajosas e outras tantas maracutaias aplicadas aos seus próprios negociadores.

Eis pois aqui os novos costumes europeus da Corte Lusa juntos aos da nova Colônia e ambos assim expostos às maracutaias de Dom João VI e como ele consabido os empreende, a saber: trocas de títulos aos bem aquinhoados em grandes, médias e pequenas fortunas por doações vultosas à coroa; empréstimos vultosos de bens à coroa em troca da criação dum novo banco central que se chamou Banco do Brasil; criação da casa da moeda por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos da corte real luso-brasileira; criação da abertura dos portos, do museu nacional, da biblioteca nacional, da universidade pública do Brasil por meio de doações vultosas daqueles mesmos cidadãos e cidadãs, bem aquinhoados e estabelecidos aqui já na Corte Luso-Brasileira, situada no novo hemisfério do Continente América do Sul.

Assim, a Universidade Pública no Brasil foi criada desde mesmo 1808 por Dom João VI à luz do modelo europeu, que só servia às classes dominantes, mas quando chega à Colônia de Portugal, o Brasil, continua com esse mesmo propósito de só servir, agora, à Corte Real Luso-Brasileira, instalada aqui desse modo, a saber: reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, duquesas, condes, condesas, viscondes, viscondesas, barões, baronesas, embaixadores, embaixatrizes, demais familiares e preferidos seus, todos participantes da nobreza real do rei luso-brasileiro, exceto a plebe, a ralé, de mesma sinonímia e/ou relatividade equidistante ao povo.

III. A UNIVERSIDADE PÚBLICA ATUAL NÃO SERVE AO POVO: 214 MILHÕES DE BRASILEIROS!
Daí é só observar que a Universidade Pública no Brasil atual, tal qual àquela criada por Dom João VI, continua servindo às classes dominantes por meio de seus cargos de confiança e demais práticas perversas, imorais e anti-éticas, indo desde reitorias, pró-reitorias, direções de centros, chefias de departamentos, coordenações de cursos, órgãos complementares e demais setores seus.

Há que se observar as artemanhas com que se revestem os seus corpo docente, corpo discente e técnicos-administrativos, os chamados pessoal de apoio ou funcionários da Comunidade Científica Universitária.

Tratam-se de participantes dum mesmo clube do bolinha e da luluzinha, que se comunicam por meio duma linguagem oficial da máquina burocrática, comparada às mesmas que utilizam as facções criminosas do PCC, CV e FDN. Equidistâncias de mesmas proporções duma mesma relatividade como sendo também outro poder paralelo, tamanha é essa sua parafernália burocrática e acadêmica alopradas.

Posto ainda que essas artemanhas jamais prestam contas de seus atos corruptos nesses seus próprios concursos públicos nem por meio doutros semelhantes, tampouco doutros demais gerais e irrestritos. Haja vista que se escudam na sua autonomia universitária tão propagada nos arts. 205 a 207 da Carta Magna do Brasil, a Constituição Federal/1988.

IV. QUAL O “MODUS OPERANDI” DA UNIVERSIDADE PÚBLICA CORRUPTA DO BRASIL?
Há ainda que se notar qual o “modus operandi” da universidade pública corrupta do Brasil aqui, agora e em outrora. E qual é o seu “modus operandi”? Funcionam por meio duma filosofia nefasta, perversa, cruel e desumana. É como se fossem um grande clube do bolinha e da luluzinha, onde “quem tá de fora não entra e quem tá de dentro não sai!”

Como se observa essa maracutaia secular desde 1808 dentro da universidade pública, mantida pelo erário público de cidadãos e cidadãs honestos, tributados, explorados e sacrificados ao rés do chão? Isso se observa desde a distribuição e redistribuição desses cargos à nomeação de seu corpo docente por meio de “concursos públicos”, que de públicos não têm nada. Haja vista porque todos vêm já com carta marcada, assinada e de forma infalível como se fosse essa igual à infalibilidade do Eterno.

V. COMO SE OBSERVAM OS SINAIS FORTES DA CORRUPÇÃO NOS CONCURSOS PÚBLICOS DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO BRASIL?
Pra tanto, é só acompanhar o percurso desses seus preferidos candidatos aos seus concursos também ligados às denominações daqueles responsáveis pelos cargos de confiança supracitados, dando-se assim, a saber: nepotismo direto e cruzado; amiguinhos amestrados que se cruzam nas diversas IFES e IES de regiões e estados do país, com uma maior frequência e preponderância naqueles preferidos e oriundos das regiões sul e sudeste, como se fossem colonizados felizes; rodízios intermináveis entre esses cargos de confiança deles mesmos, que chegam à velhice de néscios toscos, surrados, caquéticos, incompetentes assumidos, mesquinhos, esquizofrênicos, depressivos, doentios, feios, tristes, mau humorados e infelizes.

E assim vão seguindo errantes porque são regidos por outras filosofias nefastas como se fossem e se estabelecessem sob um excêntrico código de honra, que só comete crimes de lesa à pátria e/ou lesa-pátria, quando se eternizam entre eles “apegados aos cargos feito carrapatos”; “nunca largam o osso” e por isso nunca também há ali renovação do saber.

VI. AFINAL, A QUEM SERVE À UNIVERSIDADE PÚBLICA? O BRASIL É UM PAÍS ANALFABETO!
Assim, dia após dia, a Universidade Pública vai distanciando-se do povo de tal forma que ela não tem mais serventia pra nada dentro dum universo de mais de 214 milhões de brasileiros, no qual apenas cerca de 8% dessa população chegam ao ensino superior. Todavia, ainda assim, dessa porcentagem, 2% não concluem seus cursos, dada à evasão enorme por falta de inúmeras condições, dentre tantas essa aloprada corrupção grassando no seio dela mesma.

A concluir por meio dessa porcentagem 8% ainda assim inconclusa, o Brasil é um país analfabeto porque apenas 6% de sua população consegue concluir o ensino superior, e sem contar os analfabetos técnicos formados por ela, enquanto seus 94% vivem em total analfabetismo.

Afinal, a quem serve a Universidade Pública senão a esses corruptos que a invadiram desde a sua cena inaugural no ano de 1808, por obra e graça de Dom João VI, e, tempos depois, por esses aventureiros de desméritos sem dignidade nem honra?

VII. QUEM VAI SALVAR A UNIVERSIDADE PÚBLICA DO BRASIL? O POVO?
Urge uma reforma educacional na rede de ensino de nível superior, a fim de se corrigir de vez essa maracutaia no seio da Universidade Pública. Onde já se viu em lugar nenhum do mundo a Universidade estar acima da ordem e da lei por meio de autonomia universitária, recurso extremo duma nação à luz da educação?

Haja vista que essa prática da autonomia universitária se dá quando um país passa por estado de sítio, guerra, invasão, golpe ou quebradeira econômica com intervenção direta do Tribunal Internacional de Haya ou da Organização das Nacões Unidas/ONU. Fora essas acepções e/ou exceções é armação!

VIII. A QUEM SERVE À UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL E QUEM VAI À UFPB?
Onde parou a Universidade Federal da Paraíba/UFPB no caminho certo à Educação de Qualidade? A Reitoria tem de responder essa pergunta ao povo da Paraíba, Nordeste e Brasil.

Por que os Familiares dos alunos e das alunas nunca têm acesso também como inscritos e/ou cadastrados à pagina SIGAA/UFPB deles, os seus entes queridos, conforme prática doutras Universidades, a saber: Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN?

O Cadastro dos Familiares na página dos alunos e alunas é, também, uma Medida de apoio acadêmico imprescindível. Medida essa que visa à carreira acadêmica de sucesso, além ainda de servir pra os auxiliar, os apoiar e os orientar. O que também não as exime de grandes irregularidades como as que ocorrem em o seu mais recente concurso público (2017-2018) pra professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte/UFRN!

Haja vista que esses alunos e alunas, seus familiares e entes queridos, ficam desprotegidos, abandonados e se sentem como um estranho no ninho da UFPB. Universidade essa quem lhes adoecem de estresse, nunca os acolhem nem os tratam, deixando-os assim como trapos humanos, com a autoestima baixíssima e vivendo em petição de miséria acadêmica na sua tríade: ensino, pesquisa e extensão.

Constata-se que a Biblioteca Central/UFPB não oferece o menor conforto ao seu corpo docente, discente e pessoal técnico-administrativo pesquisar, tampouco trabalhar, que dirá às demais instituições que lhes celebram intercâmbios.

IX. BIBLIOTECA CENTRAL/UFPB FALIDA É SEU CALCANHAR DE AQUILES
É notório o descaso com a Biblioteca Central/UFPB: sem acervo atualizado; sem salas adequadas nem refrigeração aos pesquisadores; sem tecnologia midiática avançada disponível à pesquisa nem aos pesquisadores.

Por tudo isso que se expõe aqui, a Biblioteca Central/UFPB dessa forma falida como se apresenta vem a ser o seu próprio calcanhar de Aquiles, antes, durante e após a sua cena inaugural, bem como, também, ainda, daqui pra frente.

Como se nada mais lhes bastassem, até infiltrações permeiam o teto e as paredes da Biblioteca Central/UFPB, comprometendo assim o seu tão parco acervo, que sofre com fungos e agora mofos por meio dessas suas goteiras e infiltrações.

X. AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA SEM NOÇÃO PÕE UNIVERSIDADE PÚBLICA DO BRASIL ACIMA DA ORDEM E DA LEI
Enfim, a UFPB mantém muito mal seus órgãos e sua autonomia! Cadê a autonomia tão propagada nos Arts. 205 a 207 da Carta Magna, a CF/1988? Dessa maneira, transforma-se numa autonomia universitária sem noção, que põe a universidade pública acima da ordem e da lei! Mas será o Benedito!

A UFPB está sem a menor condição de formar nem pesquisadores tampouco profissionais ao mercado, e novos educadores nem pensar! Posto que nem UFPB, Sociedade e Mercado nunca se entendem nesse total desencontro.

XI. FALTA ESTRUTURA À UFPB PRA SER UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE QUALIDADE
Há que se considerar a falta de estrutura à UFPB pra que ela se torne uma Universidade Pública de Qualidade. Pudera! A UFPB desmantelada e sucateada como está quem vai querer ir pra lá? Há que se investigar a fundo o que ocorre na administração da UFPB. “MEC, cadê você! Eu vim aqui só pra lhe vê!”

Apertem a Reitoria ou a Comunidade Científica Universitária que lhe dá respaldo.

O Campus I, que se localiza na Capital da Parahyba, a Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585, sequer tem área de extensão que se lhe justifique ser uma Universidade de Qualidade.

Posto ainda que o Campus I da UFPB é pequeno, espremido, acanhado, tudo condensado pra pior, uma vez que não se verticaliza nem tampouco se expande com qualidade na horizontalidade. Até mesmo porque não tem mais pra onde ir nem crescer e aparecer no mapa das instituições de ensino superior com qualidade em a sua tríade que lhe sustenta por meio duma base sólida, a saber: ensino, pesquisa e extensão.

XII. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Afinal que UFPB é essa? Tem boi na linha! Ou tem armação!

Atenção! Atenção!

Corpo docente, discente e funcionários, não aceitem óculos sem lentes porque isso é armação!

E aqui cabe logo o primeiro pressuposto: quem vai à UFPB? E logo vem o segundo pressuposto tangido pelo primeiro e principal também: Aonde vai a UFPB caminhando pra trás assim?

Diga lá Reitoria, o povo da Paraíba quer saber tim tim por tim tim! Qual o porquê disso tudo? Sabe por que? Porque contribui com o erário público, impostos que sustentam essa Universidade Pública/UFPB desde mesmo a sua cena inaugural, a sua origem.

Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Radialista/Rádio Mangabeira FM-PB e Presidente da FUCIRLA-PB)

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MANIFESTO DELETE

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MANIFESTO DELETE
Autor: Montgomery Vasconcelos *
Viva a tecla delete, a maior manifestação à invenção de todos os tempos duma nova era cibernética da comunicação humana de mídia digital!

Viva a tecnologia midiática digital da tecla delete ou a mera revolução tecnológica da era cibernética da mídia digital, que se evaporou nas relações da convivência com as diferenças, condição “sine qua non” na universidade, a unidade dos diferentes e/ou dos opostos!

Viva Umberto Eco, o maior semioticista da Universidade de Bolonha, a primeira do mundo ocidental, quem afirma “A internet deu vez e voz a uma legião de imbecis!” (ECO: 2017) mas nunca viu nem ao menos percebeu a genialidade da tecla delete, a maior invenção de todos os tempos da era cibernética, imperiosa à revolução das tecnologias da informação por meio da mídia digital!

Viva a tecla delete, manifesto de erradicação do analfabetismo virtual, técnico, funcional, educacional, intelectual, científico e profissional em a sua era plena da ignorância assistida, mas nunca trabalhada por meio também de Educação a Distância/EAD!

Viva a tecla delete que imperiosamente decreta onde mata os fracos e enfraquece os fortes!

* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Especialista em Literatura Brasileira/UFPB, Graduado em Letras/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB, Radialista do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB)

ARIANO SUASSUNA, UM PARAHYBA SEM TERRA NATAL

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ARIANO SUASSUNA, UM PARAHYBA SEM TERRA NATAL
* Autor: Montgomery Vasconcelos
 
I. Introdução biográfica
Era um parahyba dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta e professor brasileiro.
Idealizador do Movimento Armorial e autor das obras Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.
 
Foi Secretário de Cultura de Pernambuco (1994-1998) e Secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos até abril de 2014.
 
Ariano Vilar Suassuna nasceu na cidade de Parahyba, atual João Pessoa, no dia 16 de junho de 1927, filho de Rita de Cássia Dantas Villar e João Suassuna. Seu pai era então o presidente do estado da Paraíba. Ariano nasceu nas dependências do Palácio da Redenção, sede do Executivo paraibano. No ano seguinte, o pai deixa o governo da Paraíba, e a família passou a morar no sertão, na Fazenda Acauã, em Sousa.
 
II. Suassuna e a Revolução de 1930 na Parahyba
Com a Revolução de 1930, João Suassuna foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro, e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.
 
III. Ariano Suassuna na Academia Brasileira de Letras
O próprio Ariano Suassuna reconhecia que o assassinato de seu pai, ocupava posição marcante em sua inquietação criadora. No discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, disse:
Posso dizer que, como escritor, eu sou, de certa forma, aquele mesmo menino que, perdendo o pai assassinado no dia 9 de outubro de 1930, passou o resto da vida tentando protestar contra sua morte através do que faço e do que escrevo, oferecendo-lhe esta precária compensação e, ao mesmo tempo, buscando recuperar sua imagem, através da lembrança, dos depoimentos dos outros, das palavras que o pai deixou.
— Ariano Suassuna, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, 9 de agosto de 1990.
IV. Quem foi o pai de Ariano Suassuna
O assassinato de João Suassuna ocorreu como desdobramento da comoção posterior ao assassinato de João Pessoa, governador da Paraíba e candidato a Vice-Presidente do Brasil na chapa de Getúlio Vargas. Ariano Suassuna atribuía à família Pessoa, a encomenda do assassinato de seu pai, contratando o pistoleiro Miguel Laves de Souza, que atirou na vítima pelas costas, no Rio de Janeiro. Em razão disso, não concordava com a alteração do nome da cidade onde nasceu, de “Parahyba” para “João Pessoa”, em homenagem ao governador assassinado.
 
V. Títulos de Ariano Suassuna
Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2000); Universidade Federal da Paraíba (Resolução Nº 10/2001) tendo recebido a honraria no dia 29 de junho de 2002; Universidade Federal Rural de Pernambuco (2005), Universidade de Passo Fundo (2005) e Universidade Federal do Ceará (2006) tendo recebido a honraria em 10 de junho de 2010, às vésperas de completar 83 anos. “Podia até parecer que não queria receber a honraria, mas era problemas de agenda”, afirmou Ariano, referindo-se ao tempo entre a concessão e o recebimento do título.
 
VI. Homenagens a Ariano Suassuna em vida
Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo no carnaval carioca na escola de samba Império Serrano; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista. Em 2013 sua mais famosa obra, o Auto da Compadecida foi o tema da escola de samba Pérola Negra em São Paulo.
 
Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.
 
VII. Considerações finais
Em 2007, em homenagem aos oitenta anos do autor, a Rede Globo produziu a minissérie A Pedra do Reino, com direção e roteiro de Luiz Fernando Carvalho a partir de O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.
As obras de Suassuna já foram traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.
Em 2011, quando Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, foi reeleito presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro- PSB, Ariano foi eleito presidente de honra do partido. Na oportunidade, declarou que era “um contador de história” e que encerraria sua “vida política neste cargo”.
 
Durante o mandato de Eduardo Campos no Governo de Pernambuco, Ariano Suassuna foi seu assessor especial até abril de 2014.
 
VIII. Fonte:
FILHO, Murilo Melo. “Textos escolhidos” In: Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, [s.c.p.] Arquivado do original em 28 de outubro de 2010.
 
* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB

O CORONEL CHATEAUBRIAND NA COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA DO BRASIL

O CORONEL CHATEAUBRIAND NA COMUNICAÇÃO E SEMIÓTICA DO BRASIL
* Autor: Montgomery Vasconcelos
 
I. Introdução biográfica
Assis Chateaubriand foi, ainda é e continuará sendo o maior representante do coronelismo eletrônico da fala, da escrita, do som, da imagem e da comunicação e semiótica do Brasil.
 
Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, mais conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô, nasceu em Umbuzeiro-PB a 4 de outubro de 1892 e morreu em São Paulo-SP a 4 de abril de 1968. Foi um jornalista, empresário, mecenas e político, destacando-se como um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e 1960. Foi também advogado, professor de direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.
 
Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, o maior conglomerado de mídia da América Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Também é conhecido como o cocriador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP) junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Foi Senador da República entre 1952 e 1957.
 
II. Percalços chatobrianos
Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro, e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr. Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos, incluindo uma proximidade tumultuada porém rentosa com o Presidente Getúlio Vargas.
 
Em 1924, assumiu a direção d’O Jornal – denominado “órgão líder dos Diários Associados” – e, no mesmo ano, consegue comprá-lo graças a recursos financeiros fornecidos por alguns “barões do café” liderados por Carlos Leôncio de Magalhães (Nhonhô Magalhães), e por Percival Farquhar, de quem Chateaubriand, alegadamente, teria recebido como honorários advocatícios. Substituiu artigos monótonos por reportagens instigantes e deu certo. A partir de então, começou a constituir um império jornalístico, ao qual foi agregando importantes jornais, como o Diário de Pernambuco, o jornal diário mais antigo da América Latina, e o Jornal do Commercio, o mais antigo do Rio de Janeiro. No ano seguinte, Chatô arrebatou o Diário da Noite, de São Paulo. À altura, já possuía os jornais líderes de mercado das principais capitais brasileiras.
 
III. Chatô, bucaneiro da comunicação e semiótica do Brasil
A ascensão do império jornalístico de Assis Chateaubriand deve ser entendida no quadro das transformações políticas do Brasil durante as décadas de 1920 e 1930, quando o consenso político oligárquico e fechado da República Velha, centrado em torno da elite agrária de São Paulo, começou a ser contestado por elites burguesas emergentes da periferia do país; não é uma coincidência que Chateaubriand tenha apoiado o movimento revolucionário de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, assim como, durante toda sua vida, tenha fanfarroneado a condição de provinciano que chegou ao centro do poder como uma espécie de bucaneiro político.
 
IV. Um dedo de prosa ou uma bicada de ética?
A ética quase nunca constava da estratégia empresarial: chantageava as empresas que não anunciassem em seus veículos, publicava poesias dos maiores anunciantes nos diários e mentia descaradamente para agredir os inimigos. Estes quando lhe iam à forra derramava-se em um dedo de prosa ou uma bicada de ética, regados à nudez da mulata brasileira sua eterna companheira até no túmulo.
 
Farto de ver o nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo ameaçou “resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta”. Chateaubriand devolveu: “Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo”. Foi também inimigo declarado de Rui Barbosa e de Rubem Braga. Apesar disso, Chatô teve relações cordiais, e sempre movidas a interesses econômicos, com muitas pessoas influentes: Francisco Matarazzo, Rodrigues Alves, Alexander Mackenzie (presidente do poderoso truste canadense de utilidades públicas São Paulo Tramway, Light and Power Company), o empresário americano Percival Farquhar e Getúlio Vargas.
 
V. Chatô, um draconiano paraibano ou brasileiro?
Durante o Estado Novo, consegue de Getúlio Vargas a promulgação de um decreto que lhe dá direito à guarda de uma filha, após a separação da mulher. Nesse episódio, profere uma frase célebre: “Se a lei é contra mim, vamos ter que mudar a lei”. Eis aí um draconiano paraibano ou com certeza um malandro “parahyba” que abre a cena inaugural do jeitinho brasileiro antiético.
 
Em 1952, é eleito senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão, em duas eleições escandalosamente fraudulentas.
 
Caracterizou-se, muito embora fosse um representante típico da burguesia nacional emergente da época, pelas posturas pró-capital estrangeiro e pró-imperialismo, primeiro o britânico, depois o americano: além de muito ligado aos interesses da City londrina (a escandalosa embaixada na Inglaterra, na década de 1950, foi a realização de um velho sonho pessoal), conta a anedota que ele teria uma vez dito que o Brasil, perante os EUA, estava na condição de uma “mulata sestrosa” que tinha de aceder às vontades dos seus gigolôs. Era temido pelas campanhas jornalísticas que movia, como a em defesa do capital estrangeiro e contra a criação da Petrobrás.
 
VI. Chatô, um comunicador à frente de seu tempo
Chateaubriand sempre buscou adquirir novas tecnologias para os Diários Associados. Foi assim com a máquina Multicolor, a mais moderna máquina rotativa da época, sendo o grupo de Chateaubriand o primeiro e único a possuir uma por longo tempo, na América Latina; foi assim também com os serviços fotográficos da Wide World Photo, que possibilitava a transmissão de fotos do exterior com uma rapidez muito maior do que possuía qualquer outro veículo nacional. O mesmo se deu com a publicidade: grandes contratos de exclusividade para lançamento de produtos com a General Electric e para o pó achocolatado Toddy, cujos anúncios estavam sempre nas páginas dos jornais e revistas.
 
A orientação publicitária de Chateaubriand para seus veículos começou a funcionar tão bem que os jornais dos Diários Associados passaram a anunciar os mais diversos produtos e serviços, desde modess a cheques bancários, algo tido como inédito na década de 1930, no Brasil.
 
VII. Fortuna crítica dum Chatô mecenas e visionário
Publicou mais de 11.870 artigos assinados nos jornais, dando oportunidades a escritores e artistas desconhecidos que depois virariam grandes nomes da literatura, do jornalismo e da pintura, como: Graça Aranha, Millôr Fernandes, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Cândido Portinari e outros.
 
Presidiu, entre 1941 e 1943, a Federação Nacional da Imprensa (FENAI – FAIBRA).
 
Com o tempo, Chateaubriand foi dando menos importância aos jornais e focando em novas empreitadas, como o rádio e a televisão. Pioneiro na transmissão de televisão brasileira, cria a TV Tupi, em 1950. Na década de 1960, os jornais atolavam-se em dívidas e trocavam as grandes reportagens por matérias pagas. Dois dos veículos de comunicação lançados no início da década de 1960 por Assis Chateaubriand, o jornal Correio Braziliense e a TV Brasília, foram fundados em 21 de abril, no mesmo dia da fundação de Brasília.
 
VIII. Chatô, um voyer pé-de-boi da vida à eternidade
Trabalha até o final da vida, mesmo depois de uma trombose ocorrida em 1960, que o deixa paralisado e capaz de comunicar-se apenas por balbucios e por uma máquina de escrever adaptada. Em 1968, morria Chateaubriand, velado ao lado de duas pinturas dos grandes mestres: um cardeal de Ticiano e um nu de Renoir, simbolizando, segundo o protegido Pietro Maria Bardi, organizador do acervo do MASP, casado com Lina arquiteta do edifício, as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Morreu também com o seu império da comunicação e semiótica se esfacelando, enquanto surgia muito acanhado outro raquítico rei midiático global, Roberto Marinho.
 
IX. Chatô, um imperador de cem mídias no Brasil
Foi um dos homens mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e de 1950 em vários campos da sociedade brasileira. Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal “O Cruzeiro”, uma mensal “A Cigarra”, várias revistas infantis, iniciada com a publicação da revista em quadrinhos “O Guri” em 1940, e a editora “O Cruzeiro”.
 
Deixou os Diários Associados para um grupo de vinte e dois funcionários, atualmente liderados por Álvaro Teixeira da Costa. O Condomínio Acionário das Emissoras e Diários Associados é, conjuntamente, o terceiro maior grupo de comunicações do país. Tendo como carro chefe cinco jornais em grandes cidades do Brasil, líderes em suas respectivas praças, dos quinze que ainda restam.
 
X. Considerações finais sobre o imemorial Chatô
Há enfim uma espécie breve de memorial cinematográfico e fotossemiótico sobre Chatô, assentado em bases frágeis do rigor científico, porque se perde ainda em questiúnculas judiciais, querelas e confusões demais. Eis aqui pois uma pálida tentativa de reconhecimento às façanhas daquele que fora chamado “Cidadão Kane do Brasil”. Daí, partindo assim de inumeráveis paradoxos, a crítica anêmica e carente de denúncias culturais registra em torno dele apenas duas películas polêmicas por meio desses filmes, a saber:
 
1. “Chatô, o Rei do Brasil”: Guilherme Fontes adquiriu os direitos de adaptação para o cinema do livro “Chatô, o Rei do Brasil”, de Fernando Morais. O projeto começou a ser produzido em 1995, foi interrompido em 1999. O filme “Chatô, o Rei do Brasil”, lançado em 2015, tem Marco Ricca no papel de Chateaubriand. Em 2006, Fontes foi condenado pelo Tribunal de Contas da União/TCU a devolver 15 milhões de reais pela não-entrega da série de 36 documentários “500 Anos de História do Brasil”. O tribunal julgou irregulares as contas da Guilherme Fontes Filmes Ltda. Embora 13 episódios tenham sido produzidos e até mesmo exibidos no canal a cabo GNT, a série, um subproduto do projeto Chatô, não havia sido concluída;
 
2. “Chateaubriand – Cabeça de Paraíba”: Marcos Manhães Marins escreveu, dirigiu e concluiu o filme “Chateaubriand – Cabeça de Paraíba”, em 2000, tendo sido selecionado para 15 festivais e mostras no Brasil e no exterior, sendo uma na Bélgica e outra na França. Foi exibido nas TVE, TV Cultura, TV Senado, Canal Brasil, TV O Norte na Paraíba, entre outras emissoras.
 
Chatô na poética carnavalizada do Brasil
Chatô inspirou enredos na escola de samba: No carnaval de 1999, o Acadêmicos do Grande Rio homenageou com o enredo “Ei, ei, ei, Chateau é o nosso rei!” obtendo o 6.º lugar entre as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. A Inocentes de Belford Roxo também homenageou com o enredo “Chatô – a fanfarra do homem sério mais engraçado do Brasil”, terminando em 2.º lugar entre as escolas de samba do Grupo de Acesso B, quase perto de subir para o Grupo de Acesso A.
 
Chatô, um imortal na ABL
Chatô é imortal na cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras/ABL. Por meio de escolha entre seus pares foi eleito à
Academia Brasileira de Letras. Na ABL foi o quarto ocupante dessa cadeira 37, eleito a 30 de dezembro de 1954, à sucessão de Getúlio Vargas, sendo recebido pelo acadêmico Aníbal Freire da Fonseca a 27 de agosto de 1955.
 
XI. Fontes:
MELLO, Philippe Bandeira de; TROTTA, Fredimio B.; CHATEAUBRIAND, Fernando Henrique. “Chatô Resgatado”.
MORAIS, Fernando. “Chatô – O Rei do Brasil”. Cia das Letras: São Paulo, 1994, 13.ª edição
ROMERO, Aberlado. “Chatô – A Verdade como Anedota”. Editora Image. Rio de Janeiro, 1969.
 
* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira/PUC-Rio, Especialização em Literatura Brasileira/UFPB, Licenciatura em Letras – Português/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB, Radialista do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB).

PARAHYBA, 3ª CAPITANIA DO BRASIL

PARAHYBA, 3ª CAPITANIA DO BRASIL
* Montgomery Vasconcelos

O povo paraibano da Capital e do Estado comemora hoje 433 anos da Parahyba, a 3ª Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585. Todavia há um clamor popular muito grande e renitente pra que se retorne ao seu nome de origem e fundação de sua Capital, o mesmo do Estado: Parahyba!

Ressalte-se ainda, inclusive, que se refaça e se retorne, também, à cena inaugural daquela que já nasceu como cidade sem nunca ter sido vila, povoado, aldeia e/ou coisa lá que o valha, mas Parahyba enquanto Cidade-Estado, Capitania e a 3ª mais antiga do Brasil. Daí que tal clamor renitente de seus cidadãos e cidadãs procede!

Olhe aqui Frutuoso Barbosa, 1º Governador da Parahyba/1582-1585, eu sou Montgômery José de Vasconcelos e concordo consigo e demais desse clamor renitente pra voltar e manter o nome Parahyba que você deu à cidade-estado, pois, também, tal qual Vossa Alteza, sou de mesma linhagem de Dom João Pires Tenreiro, quem acrescentou ao seu nome o de Vasconcelos. Este meu antepassado, nobre fidalgo português, também assentou a pedra inaugural do Portão de Portugal em as suas primeiras dinastias, por volta de 1148.

Convém observar, à luz de registros na Torre do Tombo, pátria do poeta Luís Vaz de Camões, criador da Língua Portuguesa, por meio de seu poema épico “Os Lusíadas”, que Vasconcelos é Família das mais ilustres e antigas de Portugal.

Os Vasconcelos são descendentes diretos dos Reis de Leão e das Astúrias. Dom João Pires Tenreiro acrescentou ao seu nome o de Vasconcelos, sendo assim o primeiro da linhagem Senhor da Torre de Vasconcelos. Foi um dos maiores fidalgos de seu tempo. Esteve na conquista de Sevilha e, após esta conquista, foi feito Senhor do Morgado de Penagate. Recebeu de Dom Afonso III, Rei de Portugal, seu Brasão de Armas, por justiça e direito.

Depois, muito tempo depois, em 1570, Dom João III nomeou como 4° Governador-Geral do Brasil, um de seus fidalgos, mas também um doutros meus antepassados da nobreza portuguesa, Dom Luís Fernandes de Vasconcelos à sede da colônia, Salvador-BA, outrora Baía de Todos os Santos, pra tomar posse “ad hoc” e “in loco”.

Trata-se daquele que foi sem nunca ter sido porque em viagem, atravessando o Atlântico, da Europa à América do Sul, a fim de tomar posse da Colônia, Dom Luís Fernandes de Vasconcelos fora atacado à traição por piratas franceses que lhe executaram junto aos seus 40 jesuítas. Daí que mais tarde, foram reconhecidos e consagrados pelos brasileiros como heroicamente sendo Os 40 Mártires do Brasil.

Logo, desses 433 anos, desde que aqui chegaram também Os Vasconcelos à Parahyba, Terceira Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585, desconte aí os meus 65, ficando 368 pra suas contagens.

De minha parte, neste 5 de agosto de 2018, domingo, conto-lhe como contam-me o pintor da Parahyba Pedro Américo e Augusto dos Anjos em o seu soneto “Vencedor” ‘Que ninguém doma um coração de poeta!’ no “EU” de toda sua poética em cena inaugural de 1905. Ambas poéticas vindas à luz doutro tratado lá na “Poética” clássica de Aristóteles (séc. V a.C.) na qual açambarca todas as artes, a saber: épica, comédia, tragédia, música, desenho, pintura, poesia, literatura, oratória, retórica, declamação, canto, estética, arquitetura, teatro e demais manifestações artísticas.

FONTES:
ALMEIDA, Horácio de. “História da Paraíba”. Editora Universitária da UFPB, João Pessoa, (s/d).

BRANDÃO, Ambrósio Fernandes (1618). “Diálogos das grandezas do Brasil.”. (s.c.p.), (s/l), texto em que se enumeram vários fatos e passagens ocorridos nas capitanias do Norte do Brasil entre 1583 e 1597. Seu autor, um cristão-novo, residente em Pernambuco, proprietário de terras em São Lourenço da Mata, traz valiosas informações sobre a Capitania de Itamaracá, Parahyba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão.

HERCKMANS, Elias (1639). “Descrição Geral da Capitania da Parahyba.” (s.c.p.), (s/l).

PINTO, Luiz (1973). “Fundamentos da história e do desenvolvimento da Paraíba: 1574-1970.” (s/l), Editora Leitura, 281p.

* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras/PUC-Rio, Especialista em Literatura Brasileira/UFPB, Licenciatura em Letras – Português/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB e Radialista do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB)

O SHOPPING CENTER DA FÉ

O SHOPPING CENTER DA FÉ
* Autor: Montgomery Vasconcelos
 
Mas será o Benedito! Não bastassem o shopping center da fé com suas igrejas evangélicas suntuosas terem tomado conta do Brasil, ainda vêm seus obreiros, voluntários e secretários dos 7.500 diabos, lá dos quintos dos infernos, em formações de verdadeiras falanges do mal, sorrateiras comissões invasivas, baterem às portas de trabalhadores carentes e estrompados de Mangabeira, o bairro-cidade com quase 200 mil habitantes. Bairro-cidade este já caracterizado como cidade dormitório de seus próprios donos, proprietários e trabalhadores já fadigados por essa afronta infeliz.
 
Mangabeira, bairro-cidade dormitório desses trabalhadores que lhes mal amanhecem seus sábados e domingos sonolentos e lá vêm eles, “os obreiros”, os secretários dos 7.500 diabos, lá do quinto dos infernos, impedindo esses tão sacrificados trabalhadores de repousarem. Daí que também vão impedindo-os de dormirem ou repousarem o sono dos justos, dos cansados, dos estrompados, dos fadigados de toda uma semana inteira. Semana esta muito puxada com trabalhos que lhes deixaram estafados, estressados e empacados. Mais, ainda, molestados agora por esses empatam sonos dos justos.
 
Tudo o que esses humildes trabalhadores querem na vida é dormirem sábado e domingo pra se refazerem e voltarem ao batente na segunda-feira. É de lascar um negócio desse! Logo com humildes trabalhadores do bairro-cidade Mangabeira, contando quase 200 mil habitantes, fazendo parte, ainda, dessa deslumbrante Capital balneária da Parahyba, aquela que foi a 3ª Capitania Hereditária mais antiga do Brasil, fundada a 5 de agosto de 1585, em a sua cena inaugural já nascendo cidade sem ser vila, povoado, aldeia e/ou coisa lá que o valha!
 
A questão fundamental aqui é que isso só pode ser uma campanha violenta daquilo que se pode chamar de a arrogância do shopping center da fé. Aqueles que têm a petulância de saírem por aí, à toque de caixa, vendendo o ingresso dizimal à ilusão duma impossível salvação, porque já nasce condenada, e/ou à entrada eterna no reino do céu! O maior golpe de todos os tempos de 171 da fé. É outro truque do crime de estelionatário do shopping center da fé na Parahyba!
 
Há quem prove à luz de farta e robusta documentação nos arquivos inquisitoriais do Vaticano que o protestante Lutero é assassino, pois matou um homem, seu colega de bispado, quando ainda fazia parte como Padre da Igreja Católica Apostólica Romana no Vaticano. Todavia fora excomungado pela Santa Inquisição por este e demais crimes seus que fazem arrepiar até o diabo em sábado de aleluia!
 
E pasmem! Lutero criou a sua própria Inquisição Protestante e matou, mandou matar e perseguir milhares de camponeses, número maior do que o foi a hecatombe e o holocausto da II Guerra Mundial. Crimes seus contra a humanidade, mas que, segundo Lutero, os praticava em nome da Santíssima Trindade: Deus, Jesus, Espírito Santo! Varei!
 
Nem é à-toa que Lutero é excomungado em 1520, pela Igreja Católica, por discordar do Evangelho de Mateus 16:18, quem não só cita, mas transcreve as próprias palavras de Jesus Cristo a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Logo, Jesus Cristo só deixou uma Igreja matriz, a do Vaticano, o resto é embuste, mentira e blasfêmia de protestante! E protesto é coisa de quem não tem poder espiritual, por isso vive aos gritos e berros! Quer ganhar tudo no grito! Varei!
 
Fonte: “Evangelho de Mateus 16:18” In: Bíblia Sagrada – https://www.vaticanlibrary.va
 
* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira/PUC-Rio, Especialização em Literatura Brasileira/UFPB, Licenciado em Letras – Português/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB, Radialista do Jornal da 18h/Rádio Mangabeira FM-PB)

QUEM É A ONU? AGORA, QUEM É O BRASIL?

QUEM É A ONU? AGORA, QUEM É O BRASIL?
* Autor: Montgomery Vasconcelos
 
I. Introdução
A Organização das Nações Unidas/ONU é uma organização intergovernamental criada pra promover a cooperação internacional. Estabeleceu-se a 24 de outubro de 1945, após a Segunda Guerra Mundial, visando evitar guerras futuras.
 
II. A cena inaugural da ONU
A ONU iniciou com 51 estados-membros e atualmente são 193, incluindo o Brasil. A sede da ONU fica em Manhattan, Nova York, e possui extraterritorialidade. Outros escritórios situam-se em Genebra, Nairóbi e Viena.
 
III. Pressupostos básicos da ONU
Por ser a maior e a mais legítima representatividade de todos os povos e nações do mundo, a ONU apresenta pressupostos básicos, imprescindíveis e de tensão crítica constantemente e de forma natural à apreciação crítica dos seis continentes do mundo, a saber: Europa, Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Oceania
IV. Quem sustenta a ONU?
A ONU é mantida pelas contribuições voluntárias dos países-membros, inclusive do Brasil. Os seus objetivos incluem manter a segurança e a paz mundial, promover os direitos humanos, auxiliar no desenvolvimento econômico e no progresso social, proteger o meio ambiente e prover ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.
 
V. Qual a missão da ONU?
A missão da ONU de promover a paz teve dificuldades nas primeiras décadas de existência, por causa da Guerra Fria entre Estados Unidos, União Soviética e seus aliados. A ONU participou de ações importantes na Coreia e no Congo-Léopoldville, além de aprovar a criação do Estado de Israel em 1947.
 
VI. Como a ONU cresceu?
A ONU cresceu o número de integrantes por meio do grande processo de descolonização, na década de 1960, ocorrido na África, Ásia e Oceania.
 
VII. Quando a ONU ganha o Nobel da Paz?
A partir de 1970, a ONU viu que seu orçamento pra programas de desenvolvimento social e econômico ultrapassou seus gastos com a manutenção da paz. Com o fim da Guerra Fria, a ONU assumiu missões militares e de paz no mundo, obtendo assim sucesso. Daí que a ONU foi laureada com o Nobel da Paz em 2001, bem como seus oficiais e agências. Outras avaliações da eficácia da ONU são mistas como intervenção direta de sua Corte na corrupção capitalista da Islândia, Dinamarca e demais, restabelecendo-lhes a lei, a justiça e a ordem social.
 
VIII. Quem são os analistas e os sofistas da ONU?
Analistas assentados em bases sólidas da crítica ética e sob o rigor científico dos seis continentes afirmam que a ONU seja uma força imprescindível pra manter a paz e estimular o desenvolvimento humano. Todavia, como em tudo ninguém pensa igual, posto nunca ser robô, outros sofistas trumpianos chamam-lhe de ineficiente, corrupta ou tendenciosa.
 
IX. Como se compõe a ONU?
A ONU é composta de seis órgãos imprescindíveis: a Assembleia Geral (assembleia deliberativa principal); o Conselho de Segurança (realiza determinadas resoluções de paz e segurança); o Conselho Econômico e Social (auxilia na promoção da cooperação econômica e social internacional e desenvolvimento); o Conselho de Direitos Humanos (promove e fiscaliza a proteção dos direitos humanos e propõe tratados internacionais sobre esse tema); o Secretariado (fornece estudos, informações e facilidades necessárias à ONU) e o Tribunal Internacional de Justiça é seu órgão judicial principal.
 
Constata-se ainda sobre a ONU que também há órgãos complementares às outras agências do Sistema das Nações Unidas, como a Organização Mundial de Saúde/OMS, o Programa Alimentar Mundial/PAM e o Fundo das Nações Unidas para a Infância/UNICEF. O secretário-geral é o cargo mais alto ocupado na ONU, desde 2017, por António Guterres.
 
X. Considerações finais
Agora, quem é mesmo o Brasil?
 
XI. Fontes
MIRES, Charlene (4 de março de 2013). “Capital do mundo: a corrida para sediar as Nações Unidas” [s.l.]: Editora Universidade de Nova Iorque. ISBN 978-0814707944. (tradução livre)
MIRES, Charlene (4 de março de 2013). “Capital of the World: The Race to Host the United Nations”. [s.l.]: New York University Press. ISBN 978-0814707944.
 
XII. Abstract of the notes or references
MIRES, Charlene (4 de março de 2013). “Capital of the World: The Race to Host the United Nations”. [s.l.]: New York University Press. ISBN 978-0814707944.
Abstract: From 1944 to 1946, as the world pivoted from the Second World War to an unsteady peace, Americans in more than two hundred cities and towns mobilized to chase an implausible dream. The newly-created United Nations needed a meeting place, a central place for global diplomacy—a Capital of the World. But what would it look like, and where would it be? Without invitation, civic boosters in every region of the United States leapt at the prospect of transforming their hometowns into the Capital of the World. The idea stirred in big cities—Chicago, San Francisco, St. Louis, New Orleans, Denver, and more. It fired imaginations in the Black Hills of South Dakota and in small towns from coast to coast.
 
XIII. Resumo de notas ou referências
MIRES, Charlene (4 de março de 2013). “Capital do mundo: a corrida para sediar as Nações Unidas” [s.l.]: Editora Universidade de Nova Iorque. ISBN 978-0814707944.
“Capital do mundo: a corrida para sediar as Nações Unidas”
Autor(a): Charlene Mires
Resumo: De 1944 a 1946, como o mundo girou da Segunda Guerra Mundial para uma paz instável, os americanos em mais de duzentas cidades e vilas se mobilizaram para perseguir um sonho implausível. As recém-criadas Nações Unidas precisavam de um local de encontro, um lugar central para a diplomacia global – uma Capital do Mundo. Mas como seria e onde seria? Sem convite, impulsionadores cívicos em todas as regiões dos Estados Unidos pularam na perspectiva de transformar suas cidades natais na Capital do Mundo. A ideia surgiu nas grandes cidades – Chicago, São Francisco, St. Louis, Nova Orleans, Denver e muito mais. Ele disparou imaginações nas Black Hills de Dakota do Sul e em pequenas cidades de costa a costa. (tradução livre)
 
* Prof. Dr. Montgomery Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica: Intersemiose na Literatura e nas Artes – Tese: “Recepção e Transgressão, o público de Augusto dos Anjos”/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira, Dissertação: “A Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”/PUC-Rio, Especialização em Literatura Brasileira – Monografia: ” ‘Fogo Morto’, um romance de tensão crítica”/UFPB, Licenciatura em Letras – Português, TCC: “Augusto dos Anjos, o poeta mais original da Língua Portuguesa”/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB e Radialista do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB)

A REPÚBLICA IMORAL

A REPÚBLICA IMORAL
*Autor: Montgomery Vasconcelos
 
I. Introdução
A República está completamente Imoral e foi ao fundo do poço. Enfim, foi ao rés do chão. No Brasil, do Oiapoque ao Chui não há mais condição de seu povo, que é bom, ordeiro, disciplinado, obediente, honesto, cordial, e leal, viver mais com segurança, educação, saúde, moradia, transporte, cultura e civilidade.
 
II. A República morreu! Juro que quem a matou não fui eu!
A barbárie tomou conta de tudo e é geral no óbvio, no trivial e no ululante. É o caos total e a confusão reina sobre tudo e sobre todos. Enfim, a República Federativa dos Estados Unidos do Brasil morreu! Mas eu juro que quem a matou não fui eu!
 
III. Os blefes da República
Dom Luís Fernandes de Vasconcelos, o 4° Governador Geral do Brasil em 1570, no Período Colonial, era aquele Governador Geral que foi sem nunca ter sido, porque fora dizimado por corsários franceses, junto com seus 40 Jesuítas que lhe acompanhavam em viagem de Portugal ao Brasil. Todavia esses Reis Portugueses nunca criaram blefes iguais aos blefes dos Governos da República, por isso mesmo que foram consagrados pelos brasileiros como Os 40 Mártires do Brasil.
 
IV. Pressupostos aos blefes da República
E quais são os blefes suicidas do Brasil República?
 
O 1° e maior de todos blefes é prometer e não cumprir;
 
o 2° blefe é não garantir a governabilidade;
 
o 3° blefe é anunciar política pública de segurança e não cumprir;
 
o 4° blefe é manter na CF/88 a erradicação do analfabetismo no Brasil e não cumprir;
 
o 5° blefe é prometer acabar com o desemprego e há mais de 60 milhões de brasileiros no mapa da fome da ONU;
 
o 6° blefe é manter, também, na Constituição Federal/1988 a lei e os artigos que garantem a todos e quaisquer cidadãos e cidadãs brasileiros o direito de ir e vir e não cumprir.
 
V. O blefe dos Três Poderes/República
A Nação Brasil assiste pasma aos blefes desastrosos e suicidas dos representantes duma República que chegou ao fundo do poço, faliu, surrou e em definitivo acabou porque Os Três Poderes: Judiciário, Legislativo e Executivo também entraram num caos total, deixando assim o povo entregue às baratas.
 
Com esse desastre nacional sob os auspícios da República, o Brasil abre uma cortina reinaugural de civilidade pra se reinventar por meio duma possível mudança de sistema de governo monárquico ou imperial.
 
VI. Sistema de Governo Imperial
Ressalte-se aqui Sistema de governo esse que pra Aristóteles, filósofo grego, séc. V a.C., tendo serventia pro povo, atinge aos seus mais nobres objetivos, caso até mesmo o seu governante surja dum sistema de governo monarquista ou imperialista.
 
Haja vista ainda que segundo Dom Bertrand, o 2º, irmão de Dom Luís, o 1º, na linha de Sucessão do Brasil Imperial, e ambos da Casa de Os Orleans & Bragança, assim expressa: “O povo brasileiro é bom!”! Logo, correspondem à governabilidade com temperança, critério e características dum ser humano virtuoso, o governo imperial. Sem mais delongas, que rufem os tambores da monarquia ou do Brasil Império.
 
VII. Considerações finais
Sem mais delongas também, eis aqui o modelo de governo ideal ao povo traçado em “O Príncipe”, obra essa proposta por Maquiavel, filósofo italiano que se consagrou com essa célebre frase: “Para o verdadeiro príncipe, os fins justificam os meios!”
 
Nem é à toa que surgem blefes mortais, uns atrás doutros, nesses anos negros de República no Brasil. O que remete à busca dum novo sistema de governo que lhe abriu as cortinas de sua própria cena inaugural em 1500 diante do mundo: Monarquia ou Imperialismo, dadas às circunstâncias dum país com dimensões continentais, dentre tantas situações que imperiosamente exigem mudanças radicais: Brasil Império Já!
 
* Prof. Dr. Montgômery José de Vasconcelos
(Doutor em Comunicação e Semiótica/PUC-SP, Mestre em Letras – Literatura Brasileira: “A Poética Carnavalizada de Augusto dos Anjos”/PUC-Rio, Especialização em Literatura Brasileira: “Fogo Morto”: um romance de tensão crítica/UFPB, Licenciatura em Letras – Português: “Augusto dos Anjos, o poeta mais original da Língua Portuguesa”/UFPB, Presidente da FUCIRLA-PB, Radialista do Jornal das 18h/Rádio Mangabeira FM-PB)

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